Publicada em 23/03/2012 às 12h38. Atualizada em 26/03/2012 às 01h11

10 verdades sobre o Transtorno Bipolar do Humor

Marcado por fases de euforia e de tristeza, o Transtorno Bipolar do Humor deve ser tratado como qualquer outra doença. Saiba mais sobre o assunto.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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"Recentemente, a nomenclatura foi mudada, pois, na grande maioria dos casos, o paciente não apresenta sintomas psicóticos, não havendo desconexão com a realidade, revelada por meio de alucinações e delírios".

Todos nós temos momentos difíceis na vida, como chamamos, fases ruins. Achamos que nada vai dar certo ou nos deixar feliz. Muitas vezes, acordamos sem vontade de sair da cama, pois a vida perde o sentido. Porém, há dias em que nos sentimos o máximo, tudo se mostra de uma forma extremamente positiva e pensamos ser inatingíveis! Calma, nada está fora do comum. Mas se esses episódios se repetem e causam um sofrimento acima do normal, é bom procurar um médico, pois pode ser sinal de Transtorno Bipolar do Humor. Você sabe o que é isso?

Até bem pouco tempo, o Transtorno Bipolar de Humor era conhecido como Transtorno Psico-Maníaco-Depressivo, comumente chamado pela sigla PMD. Recentemente, a nomenclatura foi mudada, pois, na grande maioria dos casos, o paciente não apresenta sintomas psicóticos, não havendo desconexão com a realidade, revelada por meio de alucinações e delírios. No caso de pacientes bipolares, os sintomas geralmente têm origem neurótica, isto é, de fundo emocional com uma desregulação do humor.

A causa dessa enfermidade é genética, porém eventos desagradáveis da vida podem desencadear episódios de depressão ou de euforia, assim como o uso de drogas. Pode acontecer em qualquer fase da vida, sendo mais comum iniciar-se em adultos jovens.

A doença apresenta-se por meio de dois conjuntos de sintomas:

a) Depressão: tristeza, apatia, redução da atenção, do interesse, do prazer, do apetite, da libido e ocorrência de insônia.

b) Euforia: alegria em excesso, gasto de dinheiro fora do normal, redução da censura, aumento da sexualidade, podendo haver também irritabilidade.Quando se manifesta na infância, o transtorno apresenta comportamento opositor: muita irritabilidade X distúrbios do sono.



Além disso, Transtorno Bipolar do Humor é classificado em dois tipos: existe classicamente o Bipolar Tipo 1, no qual predominam os episódios de euforia e o Bipolar Tipo 2, com episódios de depressão e a ciclotimia, que se caracteriza por alterações do humor entre queda e elevação do humor, sem que haja episódios claros de depressão ou euforia. 

O diagnóstico para esse tipo de problema é muito difícil, pois o paciente pode apresentar uma longa fase depressiva e a doença ser confundida com depressão. Por isso, a história clínica colhida entre os familiares, além do exame do paciente, torna-se essencial. 

 O tratamento é medicamentoso com a utilização de estabilizadores de humor. Com a estabilização do quadro, o paciente bipolar pode ter uma vida dentro dos padrões sociais, podendo trabalhar e estudar normalmente. Porém, se não tratada, a doença pode atrapalhar a sociabilidade dessa pessoa. É muito importante que os familiares e pessoas da convivência direta desse indivíduo entendam que suas alterações de humor são fruto de uma doença e o apoiem no tratamento. 

O Transtorno Bipolar do Humor como tantas outras doenças crônicas como miopia, hipertensão, diabetes, endometriose, é controlável e, portanto, o paciente não deve ser discriminado nos meios sociais.

Transtorno Bipolar do Humor em 10 perguntas

1 - Até algum tempo, o Transtorno Bipolar era denomindo Transtorno Psico-Maníaco-Depressivo. Além da nomenclatura, o que mudou no entendimento desse transtorno?

Que não se trata de uma psicose, mas de uma desregulação do humor.

2 - Quais são suas principais causas e em qual fase da vida é mais comum de começar a se manifestar?

A causa é genética, porém eventos de vida desagradáveis podem desencadear episódios de depressão ou de euforia, assim como o uso de drogas. Pode acontecer em qualquer fase da vida, sendo mais comum iniciar-se em adultos jovens.

3 - Existe mais de um tipo desse transtorno? Quais as diferenças nesse caso?

Sim. Existe classicamente o bipolar tipo 1, no qual predominam os episódios de euforia; o bipolar tipo 2, com os episódios de depressão e a ciclotimia, que se caracteriza por alterações do humor entre queda e elevação do humor, sem que haja episódios claros de depressão ou euforia.

4 - Quais são os principais sintomas?

Da depressão: tristeza, apatia, redução da atenção, do interesse, do prazer, do apetite, da libido e alteração do sono.
Da euforia: alegria em excesso, gasto de dinheiro fora do normal, redução da censura, aumento da sexualidade, podendo haver também irritabilidade.



5 - Como esse problema pode ser percebido em crianças?

Em crianças comumente aparece comportamento opositor, muita irritabilidade, distúrbio do sono.

6 - Como é feito o diagnóstico?

Através da história clínica colhida entre os familiares e do exame do paciente.

7 - Como é seu tratamento?

Com medicações chamadas estabilizadores de humor.

8 - Uma pessoa que tem o transtorno bipolar pode estudar, trabalhar, realizar atividades cotidianas normalmente? Em algum momento essa doença pode atrapalhar o indivíduo no desempenho de suas atividades?

Pode atrapalhar, mas com o tratamento a pessoa estabiliza-se e pode ter uma vida conforme os padrões sociais.

9 - Como o familiar pode ajudar um paciente com transtorno bipolar?
Entendendo que as alterações de humor são fruto de uma doença e apoiando no tratamento.

10 - O transtorno bipolar tem cura? Como estão as pesquisas nesse sentido?

Há controle, tal qual tantas outras doenças crônicas como miopia, hipertensão, endometriose etc.

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