Publicada em 14/11/2011 às 23h00. Atualizada em 23/11/2011 às 10h30

Afinal, qual o bem que o vinho proporciona a nossa saúde?

Bebida que permeia a cultura ocidental desde tempos remotos, o vinho, elemento de celebrações, hoje também é visto como um ‘santo remédio’. Saiba mais sobre a bebida preferida dos deuses Baco e Dionísio.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Ele é composto por fitoquímicos ou fitonutrientes, que são substâncias biologicamente ativas presentes em plantas. Essas substâncias irão conferir cor, sabor e odor às plantas, além de protegê-las do ataque de fungos, vírus e bactérias. Porém, pesquisadores descobriram que esses compostos, nos serem humanos, atuam como poderosos antioxidantes, protegendo as células e órgãos da ação destrutiva dos radicais livres.

Descobriu-se, também, que a relação harmônica desses compostos com outros componentes presentes no vinho, como o álcool, proporcionam-lhe uma virtude terapêutica. Estudos afirmam que o vinho é a bebida alcoólica mais eficaz na redução dos riscos de mortalidade por doenças do coração, desde que consumidos de forma moderada.

Um dos fitoquímicos mais discutidos no mundo do vinho são os polifenóis (ou compostos fenólicos). Sua maior concentração está nas cascas e sementes da uva, em cuja presença os vinhos tintos são fermentados ao contrário dos brancos que são separados desses elementos. Por isso é fácil entender porque os vinhos tintos são mais ricos em polifenóis e proporcionam mais benefícios para a saúde.

Embora os vinhos brancos tenham menos polifenóis, estudos sugerem que eles são mais diuréticos, desintoxicantes e ricos em potássio, cálcio e magnésio.

Ainda não lhe convenci a entrar no mundo do vinho? Então darei mais motivos!
Dentre os polifenóis, os taninos e o resveratrol estão surpreendendo as pesquisas.

O resveratrol, além de antioxidante, é um potente anti-inflamatório, e auxilia na formação do HDL que é o nosso colesterol bom. Os taninos também! Além de combater os radicais livres, atuam como antissépticos.

Outra coisa: O metabolismo e a absorção do álcool pelo fígado é muito mais lento com o vinho do que com destilados. Com o estômago cheio, a absorção é ainda mais lenta e os níveis de álcool não atingem proporções intoxicantes que possam prejudicar o fígado.

Mas não adianta encher a cara de vinho em um só dia!

O recomendado é o consumo de um a dois copos (dose de 125 ml) por dia acompanhando as refeições. Também precisa ser proveniente de uvas viníferas, ou seja, uvas cultivadas para a produção do vinho (Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Carmenere, entre outras). Vinhos doces ou de mesa não são produzidos com uvas viníferas. Aquelas disponíveis no supermercado (Uva Izabel e Moscatel) também não são viníferas.

E se você ainda acha que vinho é só para os chiques e famosos, saiba que na Europa ele é considerado alimento e está presente no cardápio do dia a dia. Beber vinho não é algo sofisticado, é um ato natural como comer, uma fonte de prazer e felicidade.

Saiba mais sobre o chef e sommelier Vevé Bragança, na coluna GASTRONOMIA do iBahia

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