Publicada em 11/06/2012 às 00h00. Atualizada em 11/06/2012 às 21h28

Brasil apresentou 48,5% de pessoas com excesso de peso em 2011. Veja como ficar fora dessa estatística em 2012

Os dados foram coletados através da pesquisa Vigitel 2011 e apresenta números alarmantes

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011) é realizada através de contato telefônico em todas as capitais brasileiras e tem enriquecido as estatísticas com as suas informações, apesar de não serem dados tão precisos como aqueles coletados pessoalmente.


 
Os dados revelam os hábitos dos 54 mil brasileiros, de todas as capitais, coletados entre janeiro e dezembro de 2011. Os números vêm aumentando muito, sendo que de 2009 para 2010 o aumento do número de pessoas com excesso de peso foi mais expressivo (4%). De 2010 para 2011, esse aumento foi de 0,5%. De qualquer forma, os números são alarmantes, sendo necessária uma atenção especial ao tema.

"De todos os dados analisados pelo Vigitel 2011, o mais preocupante, foi o excesso de peso e obesidade em homens e mulheres". 



De todos os dados analisados pelo Vigitel 2011, o mais preocupante, foi o excesso de peso e obesidade em homens e mulheres. A obesidade é o excesso de gordura corpórea, suficiente para colocar a saúde em risco. A definição de excesso de peso e obesidade baseia-se no cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), calculado, dividindo-se o peso pelo quadrado da altura (IMC = P/A²). 

A obesidade classifica-se em três níveis segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade (ABESO). Classe I: entre 30 e 34,9, Classe II entre 35 e 39,9 e classe 3 ? 40 (anteriormente chamada de obesidade mórbida. Atualmente evita-se este termo que é estigmatizante).


Valores de referência IMC (Kg/m²)
    
Baixo peso  - menor que 18,5 

Normal - entre 18,5 e 24,9

Excesso de peso - igual ou maior que 25

Sobrepeso - de 25 a 29,9

Obesidade - igual ou maior que 30


Obesidade na saúde dos homens e das mulheres

Tanto para homens como para mulheres, a obesidade é fator de risco para diabetes, doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer, cirrose hepática (complicação da esteatose hepática-gordura no fígado), apneia do sono, além da limitação decorrente das doenças articulares. Ambos sofrem. Entretanto, após a menopausa, as mulheres ultrapassam os homens nas doenças cardiovasculares, talvez pela perda da proteção dos hormônios femininos.

"Um hábito que pode contribuir para o ganho de peso é o consumo excessivo de álcool, pois ele é calórico, e o seu consumo em geral está associado à ingestão de alimentos também ricos em calorias".

Um hábito que pode contribuir para o ganho de peso é o consumo excessivo de álcool, pois ele é calórico, e o seu consumo em geral está associado à ingestão de alimentos também ricos em calorias. O tabagismo, apesar de não ter relação direta com a patogênese da obesidade, aumenta o risco das doenças cardiovasculares e câncer, já mais frequente entre os obesos. Algumas pessoas começam a ganhar peso quando param de fumar, em função da redução dos níveis cerebrais de serotonina, neurotransmissor associado à sensação de prazer.

 O mundo inteiro está engordando. Existem várias teorias para explicar esta pandemia mundial. Desde aquela dos genes econômicos (os nossos antepassados viviam num tempo de fome em que o alimento era conseguido com dificuldade e precisavam ter estoque de gordura para os períodos em que não tinham comida). Logo, sobreviveram mais os poupadores de gordura. 

Nos tempos fartos de hoje, com os alimentos processados, ricos em gorduras e carboidratos, e dos chamados fast foods, o metabolismo corpóreo que foi adaptado para reter gordura, com ingestão calórica excessiva, engorda mais. 



Além disso, temos as facilidades da vida moderna, que reduziu muito a atividade física nas tarefas cotidianas (carro, controle remoto, esteiras e escadas rolantes, dentre outros). O lazer ficou restrito a casa com computadores e vídeo games.

Emagrecer não é tarefa fácil. Portanto, o maior investimento do poder público deve ser na prevenção dessa doença de proporções epidêmicas.

 Veja 10 dicas de como evitar a obesidade

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