Publicada em 24/10/2018 às 00h00. Atualizada em 24/10/2018 às 16h59

Câncer de mama localizado ou localmente avançado?

Veja quando a químio, a rádio ou a hormonioterapia podem ser utilizadas nos casos em que a cirurgia não pode ser realizada.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Após a investigação da doença com exames como mamografia, ultrassom e biópsia, o paciente é classificado em dois tipos: câncer de mama localizado ou câncer de mama localmente avançado e o avançado metastático. 

Quando o câncer de mama tem metástase no corpo inteiro não tem indicação de cirurgia, o tratamento desse paciente será através de quimioterapia, radioterapia ou hormonioterapia. Se o câncer estiver no início, o tratamento é cirúrgico, que pode ser a retirada parcial ou completa da mama e isso vai depender do tamanho do tumor.

Quando é retirado o nódulo, deve-se verificar os linfonodos axilares (a popular íngua), pois é o primeiro local para onde o câncer de mama se espalha. O procedimento chama-se esvaziamento axilar, que é a retirada de, pelo menos, 10 linfonodos, e seu material enviado para análise do patologista. Se detectado que o câncer chegou nas axilas deve-se iniciar a quimioterapia imediatamente. No caso do câncer localmente avançado (aquele caroço que está na mama, mas invadiu a pele, o músculo), opta-se por fazer primeiro a quimioterapia, chamado tratamento neoadjuvante que tem como objetivo reduzir o tumor para que a cirurgia seja menor.

Resumindo as opções de conduta no tratamento de acordo com o tipo de tumor temos: para um tumor local e pequeno faz-se a cirurgia e depois a quimioterapia; para um tumor localmente avançado, primeiro a quimioterapia e depois a cirurgia e para um tumor em metástase, quimioterapia e hormonioterapia, pois, nesse caso, a cirurgia não é indicada.

Homonioterapia – Em uma das etapas de análise do tumor, é identificado se ele é sensível ao estrógeno ou testosterona, alguns não são sensíveis a hormônios e, nesses casos, a hormonioterapia não é aplicada. Se esse tumor for sensível, pode ser tratado com a hormonioterapia que é basicamente uma medicação que vai suprimir o nível hormonal da mulher para evitar alimentação da celula cancerosa.

Orientações

A primeira coisa a fazer é investigar na família se há casos de câncer de mama e, caso haja histórico familiar, a sua investigação para detecção precoce deverá começar com uma idade menor do que as pacientes que não têm. A segunda atitude é modificar o estilo de vida. Alguns fatores de risco são obesidade, tabagismo, etilismo, ter filho após os 30 anos e terapia de reposição hormonal, que é um tema polêmico e deve ser discutido com o médico, pois alguns trabalhos mostram que aumenta em 1,3% o risco de câncer.

A principal recomendação é de que a mulher, a partir dos 40 anos, procure o mastologista uma vez por ano para fazer o check-up mastológico e, se tiver histórico familiar, aos 35 anos.

A cura do câncer de mama está diretamente associada com a fase em que o é diagnosticado, se for no início (fase I) a chance de cura é de mais de 90%, se for na fase II, reduz para 40% ou 50%. Por isso é importante a detecção precoce e o acompanhamento médico.

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