Publicada em 18/10/2018 às 17h06. Atualizada em 18/10/2018 às 17h13

Como atuar em caso de depressão infantil?

Vocês sabiam que a depressão infantil está mais presente do que podemos imaginar?

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
Compartilhe

Segundo estudos realizados na área médica, a depressão representa uma patologia com uma alta e crescente incidência na população geral. A prevalência desse quadro no grupo que abarca crianças e adolescentes está representada em taxas que variam de 0,3% a 5,9%, reforçando a necessidade do tratamento como uma questão de saúde pública.

O  diagnóstico tardio pode fazer com que esta criança mantenha os sintomas  para a fase adulta. Tal situação mostra como é importante os pais observarem alguns sinais que podem revelar traços da depressão infantil para que o sofrimento de seu filho seja interrompido.

O que fazer para lidar com crianças depressivas?

Antes de qualquer atitude, a primeira deve ser a compreensão e o apoio de seus entes queridos e mais próximos e a procura por especialistas. A psicoterapia tem sido uma das intervenções mais eficazes na busca pelo controle da depressão nessa faixa etária. Dentre os tratamentos psicoterapêuticos disponíveis, os profissionais da área procuram adotar os métodos que são adaptados a cada necessidade. Veja abaixo:

– TCC (Terapia cognitivo-comportamental): esta intervenção atua sobre os pensamentos negativos causados pela depressão trabalhando na criança formas racionais e de autocontrole na busca de ações que a ajudem a lidar com eles e redirecionando para situações e estados emocionais positivos;

– Psicoterapia de orientação psicodinâmica: esta intervenção é responsável por envolver a reativação do processo de desenvolvimento normal. Isso significa que as experiências na relação terapêutica contribuem bastante para revisões construtivas do self, expressando-se em mudanças nas representações de si e das outras pessoas, desenvolvida pelo aprimoramento de habilidades reflexivas da criança. Este modelo de terapia proporciona aos pequenos a possibilidade de explorar melhor a liberdade interna, além de otimizar suas capacidades adaptativas;

– Psicoterapia interpessoal: este modelo terapêutico procura fazer conexões entre o início dos sintomas da depressão infantil e os problemas interpessoais enfrentados atualmente pela criança. Tal intervenção pretende lidar mais com os relacionamentos dos pequenos com as pessoas. Isso enfatiza mais o contexto social imediato do paciente. O profissional objetiva intervir na formação dos sintomas e na disfunção social atribuída à depressão do que propriamente em aspectos da personalidade do paciente.

Quais são os sintomas da depressão infantil?

– Dificuldades acadêmicas emergentes ou de longa data;

– Problemas de relacionamento com os colegas de classe;

– Falta de concentração e desinteresse em aprender;

– Tristeza excessiva, constante e que leva a isolamento;

– Irritabilidade sem motivo aparente;

– Tédio, pouca energia para as atividades e relacionamentos;

– Baixa autoestima;

– Descrença em si mesmo;

– Ideação suicida em casos mais graves;

Existem comorbidades na depressão infantil?

Sim. Estudos sugerem que essa condição pode vir acompanhada de transtornos e distúrbios associados. A depressão infantil é diagnosticada em crianças que convivem com Transtorno de Ansiedade (TA), Transtorno de Conduta (TC), Transtorno Opositor Desafiador (TOD) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Existem fatores de risco associados?

Sim. De acordo com pesquisas, o aparecimento de depressão infantil pode estar ligado a fatores diversos, tais como: uso precoce do álcool e alcoolismo na família, abuso físico e sexual; presença do TDAH (especialmente o do tipo desatento) , perdas pessoais (de pais, irmãos e amigos); condutas inadequadas por parte dos responsáveis, bullying etc.

Compartilhe

Saiba Mais

     

    Redes Sociais