Publicada em 20/12/2018 às 14h46. Atualizada em 28/12/2018 às 10h14

Como saber se a criança tem TOD ou se é apenas imatura?

O que diferencia uma criança “mal-educada” de uma criança com Transtorno Opositivo Desafiador? Saiba mais.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
Compartilhe

O dilema de muitos pais, mães, professores e até terapeutas para lidar com crianças agressivas, irritadas e desobedientes pode significar uma dor de cabeça para todos. Enquanto boa parte enxerga esse comportamento inadequado como falta de educação dos pequenos, outra parcela sabe que o motivo de tal rebeldia vai além de impressões, muitas vezes sem fundamentos. Para evidenciar mais, a origem dessa característica tem possibilidade de ser transtorno opositivo desafiador (TOD).

O fato de estar por dentro do que realmente se trata é importante; afinal, quanto mais cedo procurar auxílio profissional, mais eficazes os tratamentos disponibilizados podem ser. Porém, antes, devemos relembrar aos leitores o que é exatamente o transtorno opositivo desafiador. Vale dizer que TOD e imaturidade são coisas distintas e não devem ser colocadas no mesmo pacote.

O que é o transtorno opositivo desafiador?

O TOD pode ser caracterizado como uma condição na qual a criança adota uma postura de teimosia frequente, além de hostilidade e lado desafiador (como o nome já mostra). Interessante ressaltar que não existe na literatura médica algo que mostre sua causa, mas sabe-se que o ambiente no qual o pequeno está inserido pode ser crucial para influenciá-lo.

É válido dizer que a maioria das pessoas costuma pensar no fato de a criança já nascer com os sintomas do TOD. O que muitas famílias não sabem ainda é que aspectos neurobiológicos podem causar o transtorno.

Uma dica é saber que os comportamentos identificados no TOD não devem ser considerados normais, ou seja, se a criança manifesta um, dois ou mais características dos aspectos citados anteriormente (desobediência, irritabilidade e agressões gratuitas). É preciso investigar, mas, para isso, somente profissionais são capazes de certificar a existência do transtorno opositivo desafiador.

Existem exames para identificar o TOD?

Ao longo dos anos, várias pesquisas foram realizadas por estudiosos de diversos países. Muitos são enfáticos quando afirmam que não existem exames médicos capazes de indicar a prevalência do TOD na vida do pequeno.

A impossibilidade de haver um exame que facilite a existência do TOD, ligada ao fato de o transtorno também não apresentar nenhum sinal físico, obriga o profissional a conhecer as técnicas clínicas e observacionais; esse caminho é o único que favorece a identificação do TOD.

Por que todos os profissionais devem conhecer as técnicas?

O problema é que muitos terapeutas ainda não foram apresentados à maneira mais indicada de obter tais técnicas. Somente com essa prática (clínica e observacional), os profissionais podem direcionar, com segurança, aquelas ações que visam às intervenções adequadas para os pacientes.

Além disso, o fato de os profissionais conhecerem quais caminhos devem ser tomados significa um ponto a mais na busca por um olhar multidisciplinar, tal qual é exigido pelo tratamento.

É possível saber se a criança é imatura ou tem TOD?

A partir dos sintomas identificados, é possível saber se o pequeno age sob uma provável imaturidade ou pela existência do transtorno opositivo desafiador. De fato, não é uma tarefa fácil, tendo em vista que alguns sinais podem ser facilmente confundidos.

Há alguns comportamentos que são possíveis de serem percebidos quando se trata de TOD. Veja abaixo quais são eles:

– discussões diárias com os pais, colegas de sala e professores;

– hostilidade com tudo e todos;

– pessimismo;

– comportamento vingativo;

– ataques de fúria;

– predominância de agressividade;

– outros.

A imaturidade está intrinsecamente ligada a um quadro de desobediência e é justamente nesse aspecto que as diferenças ficam evidentes entre o ser imaturo e o TOD. A distinção entre a desobediência e o TOD está na intensidade, uma vez que a primeira situação ocorre em determinados momentos e a segunda, em praticamente todos.

Vale ressaltar uma situação: quando a criança não respeita as ordens e insiste em continuar fazendo aquilo que pais ou professores pedem para não fazer, seja por simples teimosia ou pirraça, constitui-se uma desobediência. Isso é algo comum em crianças e adolescentes. Nada como uma conversa ou uma advertência mais séria (reiterando: nada de agressões físicas ou verbais) para que os pequenos passem a refletir sobre suas atitudes. Todos podem ter, ao longo da infância, uma fase de desobediência e isso passa com o amadurecimento.

Agora, no transtorno opositivo desafiador não adianta sentar, conversar e indicar a atitude certa. É preciso muito mais e somente as intervenções adequadas são aconselháveis, para que essa questão seja trabalhada.

Por que é imprescindível saber diferenciar TOD de imaturidade?

E os medicamentos? Eles podem substituir o tratamento?

Na verdade, a eficácia dos remédios para o TOD não é tão marcante. O medicamento ameniza alguns dos sintomas. Isso pode resolver por um determinado tempo, mas é importante frisar que, a longo prazo, isso vai custar caro. No final, quem pagará o preço será essa criança ou adolescente no futuro, pois os medicamentos não solucionarão todos os comportamentos inadequados que estão presentes no transtorno opositivo desafiador.

Até hoje não existe nada que mostre para os pais que um profissional vai ter resultado com a intervenção em casos de TOD até que ele entre em prática e leve meses, e até anos, tentando resolver o problema. É por isso que criamos o Guia TOD – Enfrentando o Transtorno Opositivo Desafiador, para servir como um orientador para famílias e escolas saberem como identificar o TOD e salvar a vida desse adolescente ou criança.

Um profissional que não sabe lidar com esse transtorno não sabe o que é e como trabalhar com alunos que tenham esse tipo de problema, ficando perdido desde o encaminhamento, que é quando se suspeita que aquela determinada criança pode ter alguma coisa.

Você ainda receberá o bônus…

Escala de Avaliação exclusiva traduzida pelo Dr. Clay Brites junto com uma aula explicativa de como usar esse instrumento Escala de Avaliação de Transtornos de Comportamento Disruptivos para pais e professores (direcionado para a investigação do TOD).

Palavras Chave:

Compartilhe

Saiba Mais

     

    Redes Sociais