Publicada em 20/02/2019 às 15h40.

Conheça a doença que afeta mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo

Sede, muita fome e fadiga? Conheça os sintomas do Diabetes Mellitus e saiba mais sobre tratamentos e causas desta doença.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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"A família e a escola devem conhecer o diabetes, os sintomas de hipoglicemia, como reconhecê-la e tratá-la e dar todo apoio e segurança à criança para que possa exercer normalmente as suas atividades de estudo e lazer". 

Se seu filho está fazendo xixi com frequência além do normal, tem sede em excesso, sente muita fome, fadiga e está perdendo peso sem motivo aparente ele pode estar com diabetes. O Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo dos carboidratos que se apresenta com hiperglicemia por falta da insulina (Hormônio produzido pelo pâncreas) ou pela redução da sua ação. É um grave problema de saúde pública, visto que a sua prevalência vem aumentando muito em função da sua associação com a obesidade. No Brasil a prevalência em adulto era de 7,6% no último Censo Nacional de Diabetes realizado entre 1986 e 1988, com dados já defasados. Estima-se que 246 milhões de pessoas em todo o mundo tenham diabetes.



A doença divide-se basicamente em dois tipos: o diabetes tipo 1, que acomete mais crianças, adolescentes e adultos jovens, onde ocorre uma destruição das células pancreáticas que produzem a insulina, por uma reação auto-imune (o organismo forma anticorpos contra estas células). Quando isto ocorre, o pâncreas deixa de secretar insulina e o paciente apresenta os sinais de hiperglicemia aguda que são: poliúria (aumento do volume da urina), polidipsia (sede em excesso), polifagia (muita fome), e ainda assim, perde peso, pois a glicose não consegue ser estocada no organismo nem transformada em gordura. Algumas vezes este quadro é tão intenso que pode haver perda da consciência, hálito cetônico (mau hálito), constituindo-se em uma emergência médica. O tratamento para este tipo de diabetes é a insulina.

O diabetes tipo 2 usualmente atinge mais adultos e tem grande associação com a obesidade e hipertensão arterial. Decorre do mau funcionamento da insulina, seguido de uma redução progressiva da sua secreção. Com o aumento da prevalência da obesidade em crianças e adolescentes constata-se a presença deste tipo de diabetes também nesta população. Nestes casos, os sintomas são menos evidentes, e o diagnóstico se dá com a medida da glicemia em jejum, que deve ser feita em quem tem sintomas ou fatores de risco para desenvolver a doença (obesidade, histórico familiar, dentre outros). Duas medidas da glicemia acima de 126 mg/dl em jejum dá o diagnóstico de diabetes, ou em qualquer horário do dia acima de 200 mg/dl apresenta os sintomas já citados.



Tratamento

No caso do tipo 1 que  acomete mais crianças o tratamento deve ser feito com uma aplicação sub-cutânea de insulina de ação mais prolongada e de aplicações de insulina rápida antes das refeições. A insulina é injetável, e a tecnologia tem avançado muito com o desenvolvimento de canetas de aplicação muito práticas, com agulhas muito finas, que torna a aplicação mais fácil e menos dolorosa. Existem ainda as bombas de infusão de insulina, onde o cateter é inserido no tecido sub-cutâneo, e não são necessárias as injeções diárias.

É muito importante a presença da equipe multidisciplinar neste tratamento, incluindo a nutricionista, que orientará a alimentação e algumas vezes o psicólogo para trabalhar com o paciente e a sua família na aceitação da doença. A família e a escola devem conhecer o diabetes, os sintomas de hipoglicemia (condição em que o açúcar cai a níveis abaixo do normal e a criança pode ter tonturas ou desmaio), como reconhecê-la e tratá-la e dar todo apoio e segurança à criança para que possa exercer normalmente as suas atividades de estudo e lazer. 

No caso do diabetes tipo 2 o mais importante é a perda de peso associado a medicamentos por via oral, que reduzem a resistência à ação da insulina que ocorre nestes indivíduos. 

Alimentação

A alimentação na criança deve ser equilibrada sem açúcar simples, exceto em ocasiões especiais que se pode entrar em acordo, aumentando a dose da insulina para permitir alguns alimentos. A contagem de carboidratos é um método que pode ser utilizado para facilitar a alimentação e mesmo os pequenos conseguem adaptar-se ao método facilmente com a orientação do endocrinologista e do nutricionista. Eles usam a insulina rápida de acordo com a sua glicemia capilar e com o que irão comer, assim, o controle fica mais fácil.

Controlando a doença

A auto-monitorização com a glicemia capilar é muito importante para o controle metabólico, e deve ser discutido com o médico quantas vezes e em que momento do dia realizá-la. A visita periódica ao médico com dosagens laboratoriais da glicemia em jejum, após as refeições e da hemoglobina glicada (exame que avalia a glicemia dos últimos 3 mêses) também são de fundamental importância. A atividade física é fundamental, pois ela auxilia na ação da insulina, facilitando a entrada do açúcar nas células. Pode ser aeróbica (de preferência de forma lúdica para as crianças, com esportes, dança etc, ou mesmo as academias para os adolescentes quando bem orientadas). 

Se o controle não for bem feito podem surgir complicações da doença como retinopatia (problemas de visão), nefropatia (doença renal), e lesões nos pés, assim como doenças cardiovasculares mais precocemente. Estas complicações têm relação com o controle da doença, que inclui não só a glicemia, mas também os níveis da pressão arterial, do peso e do colesterol, logo podem ser evitados quando se encara a doença de frente e tomam-se os cuidados necessários para uma vida feliz e saudável com o diabetes.

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Serviços Gratuitos
  • CEDEBA-Centro de Referência Estadual para Assistência ao Diabetes e Endocrinologia
    Tel.: (71) 3353-3298 / 7463
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  • Ambulatório Docente-Assistencial da Bahiana - ADAB
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