Publicada em 22/02/2019 às 15h28.

Dentadura nem para sua avó!

Além da função estética, os implantes também são indicados para pacientes perderam um ou mais dentes e tiveram afetadas suas funções mastigatória e fonética.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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"Os implantes dentários funcionam como se fossem substitutos das raízes dos dentes e servem para sustentar a prótese".

Um aspecto pouco divulgado sobre os implantes dentários é que eles são indicados em situações em que o paciente perdeu um ou mais dentes e surge a necessidade de recompor o aspecto estético, às vezes resolvido com o uso de uma prótese simples, mas, sobretudo, de reabilitar as funções mastigatórias e fonéticas. Os implantes dentários funcionam como se fossem substitutos das raízes dos dentes e servem para sustentar a prótese, que é a parte da coroa do dente que todos nós vemos. 

As próteses fixas podem ser suportadas por dentes naturais ou sustentadas por implantes. Esses são os dois tipos de próteses fixas existentes no mercado. Ambas são bem toleradas e adaptadas, desde que sejam feitas adequadamente dentro dos princípios de cada uma e que a manutenção periódica seja feita com o cirurgião-dentista. O que se pode fazer para evitar a situação de ter que colocar um implante dentário é ter os cuidados com prevenção e manutenção da saúde bucal, com visitas regulares ao cirurgião-dentista, favorecendo a preservação dos dentes naturais. 

"...não é verdade que se utilizam ferramentas pesadas para colocá-los".


Os implantes ficam dentro do osso, portanto, não conseguimos vê-los. Ao contrário de informações erradas que às vezes circulam sobre o processo de implante dentário, não é verdade que se utilizam ferramentas pesadas para colocá-los. Os motores usados são delicados e têm rotação e torques controlados, pois é necessário esse controle para preservar o osso - tanto na sua preparação para receber o implante, quanto no momento da sua colocação.

Em princípio, a maioria das pessoas pode colocar implante dentário sem restrições de idade ou de ordem física. O que pode existir são algumas situações em que o paciente apresenta alguma condição local ou sistêmica que limita ou impossibilita a sua colocação. Muitas situações de ordem sistêmica são equilibradas com tratamento médico e o paciente pode se submeter ao procedimento, já outros pacientes apresentam condições sistêmicas mais graves que contra-indicam o procedimento cirúrgico, o que acomete um número pequeno de pacientes.



Especialista deve ser procurado logo após perda dos dentes
Uma limitação física que podemos encontrar é a reabsorção óssea no local de instalação do implante, o que pode ser solucionado com enxertos ou substitutos ósseos. Um fato interessante é que o osso, onde os dentes naturais estão inseridos, existe em função dos mesmos e, quando o dente é extraído, esse osso entra em processo de reabsorção fisiológica durante o passar dos anos, o que pode impossibilitar a colocação de implantes. Daí, é importante buscar orientação sobre reabilitação com implantes antes mesmo de se fazer a extração dentária ou imediatamente após a remoção do dente natural.

Como em qualquer procedimento dessa natureza, é necessária a utilização da anestesia. A anestesia geral é uma opção que se tem para fazer cirurgia de implantes. Normalmente utilizamos esse recurso nos casos mais extensos e complicados como, por exemplo, quando são muitos os dentes a serem implantados. Em geral, os implantes são colocados em consultório odontológico, sob anestesia local, podendo-se fazer sedação com algum tranquilizante para o maior conforto do paciente.

Após o exame clínico feito pelo cirurgião-dentista, os exames rotineiros que são solicitados para a colocação de implantes são os de imagem (radiografias e tomografias), para se ter ideia da disponibilidade de massa óssea existente em altura e espessura, e os exames de sangue para auxílio da avaliação clínica do paciente, como saber, por exemplo, se ele é diabético.

Quem já viu alguém que passou recentemente por uma cirurgia de implante dentário pode ficar com a impressão de que a pessoa passou por algum sofrimento mais graves. É que, nos casos de cirurgias mais extensas, o paciente pode apresentar equimose, que são manchas roxas na pele, e isso acontece devido ao trauma cirúrgico, podendo estar associado a algum problema de fragilidade dos vasos sanguíneos capilares.

Por que é tão caro se colocar implantes dentários?
Com o grande número de cirurgiões-dentistas e de empresas fabricantes de implantes, esse procedimento está se popularizando e o custo tem diminuído. Na composição do preço de um tratamento com implantes é preciso se levar em consideração a formação e experiência do profissional, a segurança e o conforto que o consultório proporciona ao paciente, além da qualidade dos materiais utilizados. O custo de um tratamento com implante e prótese realmente pode ser alto, mas se você considerar a longevidade do tratamento e somar a isso o bem-estar com a recuperação da função e estética, além melhoria da autoestima, vai perceber que pode não ser tão caro assim.

"O custo de um tratamento com implante e prótese realmente pode ser alto, mas se você considerar a longevidade do tratamento e somar a isso o bem-estar com a recuperação da função e estética, além melhoria da autoestima".

A cirurgia de implante pode ser feita por partes ou de uma só vez, mas o que vai determinar não é o fator financeiro primariamente. O que se leva em consideração para essa definição é o trauma cirúrgico, a quantidade de anestésico e o tempo de cirurgia em relação à capacidade do paciente em suportar isso.

Não é comum se extrair dentes saudáveis para fazer uma arcada inteira por igual. Apenas em algumas situações podemos recorrer a esse procedimento, como no caso em que o paciente não tem osso suficiente para colocar implantes nas regiões posteriores e se opta por extrair os anteriores colocando implantes nessas regiões para fazer uma prótese na arcada inteira. Outra situação é quando um dente, mesmo que saudável, esteja em determinada posição que não contribui para a função e estética da reabilitação. Daí, ele é extraído e sua substituição é feita na prótese sobre implante. 

Os trabalhos científicos apontam índices de sucesso em implantodontia bastante animadores, pois indicam 95% de sucesso para implantes na maxila (maxilar superior) e 97% na mandíbula (maxilar inferior). Os fatores importantes para um “final feliz” são o planejamento cirúrgico-protético adequado, osso de boa qualidade e quantidade e materiais também de boa qualidade. Os problemas mais comuns no pós-operatório são os mesmos para qualquer cirurgia na cavidade bucal, sendo os principais o inchaço e o desconforto. A incidência e a severidade de problemas são diretamente proporcionais à extensão e dificuldade da cirurgia.

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