Publicada em 19/09/2012 às 00h00.

Depressão pós-parto: saiba mais sobre esse transtorno que afeta até 20% das mães

Dr.ª Mirella Losápio explica sobre esse momento delicado na vida de algumas mães.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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No período imediatamente após o parto, a mulher está sujeita a uma série de mudanças, tanto hormonais quanto psicológicas e sociais. Os hormônios sexuais, a ocitocina e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal sofrem alterações. Além das modificações biológicas, a mulher precisa adaptar-se a uma nova posição social, a de mãe, com toda a responsabilidade adicional que esse papel acarreta. Também sofre privação de sono, passa por um novo modo de vivenciar a sexualidade e por modificações no próprio corpo. Por todos esses motivos, é um período de maior vulnerabilidade para transtornos psiquiátricos na vida da mulher.

"Além das modificações biológicas, a mulher precisa adaptar-se a uma nova posição social, a de mãe, com toda a responsabilidade adicional que esse papel acarreta". 

 

Segundo os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-TR, 4a edição, texto revisado), para ser classificada como depressão pós-parto, os sintomas depressivos devem ter início nas primeiras quatro semanas, logo após o parto. 

Os sintomas são: tristeza, desânimo, perda de prazer nas atividades de interesse, fadiga, sensação de culpa, alteração de apetite e de sono, agitação ou retardo psicomotor, dificuldade para concentrar-se ou tomar decisões e pensamentos de morte ou suicídio. Pode haver também pensamentos de machucar o bebê. Quando ocorrem sintomas psicóticos (alucinações e delírios) o transtorno passa a ser classificado como psicose pós-parto, mais grave e que, na maioria dos casos, requer internação pelo risco à mãe e ao bebê.

"Os sintomas são: tristeza, desânimo, perda de prazer nas atividades de interesse, fadiga, sensação de culpa, alteração de apetite e de sono, agitação ou retardo psicomotor, dificuldade para concentrar-se ou tomar decisões e pensamentos de morte ou suicídio". 

A prevalência varia em torno de 10% a 20%. A evolução em geral é mais demorada que outros episódios depressivos, mesmo quando medicada. As mulheres afetadas têm maior chance de desenvolverem novos episódios de depressão pós-parto e de episódios depressivos em outras fases da vida da mulher.

A história pessoal e a familiar de transtornos psiquiátricos são fatores de risco, bem como uma gestação planejada e uma família bem estruturada são fatores de proteção.

Os bebês são afetados, pois a mãe deprimida em geral não é capaz de oferecer tantos cuidados quanto uma mãe saudável ofereceria. Os prejuízos ocorrem na relação mãe-bebê e, como consequência, a criança pode ficar menos ativa, fazer menos contato visual, ser mais irritada, ter mais problemas com a alimentação e o sono e pode chegar a ter atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. 

A primeira escolha para o tratamento é o uso de um antidepressivo. A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é uma opção eficaz, que pode ser usada com a medicação. 

Em relação à amamentação, a maioria das medicações psiquiátricas são excretadas no leite materno, por isso não há nenhuma que seja totalmente segura e o risco/benefício do uso deve ser sempre avaliado. 

5 dicas para tentar evitar a depressão pós-parto

1- Planejamento da gestação

2- Estabilidade na relação conjugal

3- Compreensão e auxílio nos cuidados com o bebê

4- Suporte social e financeiro

5- Preparação física e psicológica para enfrentar as mudanças advindas da maternidade

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