Publicada em 16/01/2019 às 15h57.

Como a ginecologia pode ajudar na prática esportiva das mulheres?

Entenda como essa especialidade pode contribuir para a mulher praticante de atividade física.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Durante muito tempo, a mulher foi poupada da prática esportiva pela crença de que, devido à “sua fragilidade”, isso poderia ser prejudicial à saúde. No entanto, nos últimos anos, cresceu o interesse feminino por atividades físicas, as mais diversas. 

À medida que a participação feminina em competições foi se estabelecendo e ganhando força, surgiu a percepção de que os treinamentos deveriam diferir entre homens e mulheres. E ninguém melhor que o ginecologista para entender o que se passa no corpo da mulher, seja ela atleta amadora ou profissional. É sempre recomendável uma avaliação médica pré-participação em atividades físicas, pois as mulheres esportistas necessitam de um atendimento diferenciado.

É necessário uma avaliação do condicionamento cardiorrespiratório; endurance e força muscular; composição corporal e flexibilidade. Por isso, é importante a avaliação cardiológica, nutricional, ortopédica e, no caso das atletas, um ginecologista especializado em Medicina Esportiva. A ginecologia do esporte aparece como aliada de atletas e esportistas que buscam por vida saudável e melhor performance no rendimento de seus exercícios, independentemente de eventuais problemas ginecológicos. Esse tipo de ginecologia tem como objetivos:

minimizar o efeito do ciclo menstrual sobre o desempenho esportivo (seja ele físico ou psicológico);

diminuir a ocorrência de alterações hormonais e osteoporose/ fraturas;

identificar a incidência de incontinência urinária em atletas;

monitorar o uso de medicações anticoncepcionais para o alívio de sintomas menstruais.

Existem diferenças no perfil hormonal, aumento de incidências de determinadas patologias e, até mesmo, da resposta ao exercício no sexo feminino. Sabe-se que o desempenho desportivo da mulher gira em torno de 6% a15% menor que o do homem; embora a capacidade de adaptação ao treinamento seja semelhante.

O exercício físico regular, realizado de maneira correta e associado à alimentação adequada, não costuma interferir na função hormonal nem no metabolismo feminino. Há relatos, inclusive, que destacam o alívio dos sintomas pré-menstruais em mulheres que se exercitam regularmente.

O que se costuma observar é que em mulheres que se submetem à atividade física intensa há uma incidência alta de distúrbios menstruais e, muitas vezes, amenorreia (ausência de menstruação). Entre outras complicações, uma das mais frequentes é a tríade da mulher atleta: irregularidade menstrual; distúrbios alimentares (pp. bulimia) e osteoporose. Essa tríade acontece devido ao overtraining (excesso de treinamento) e pode acometer 3% a 5% das frequentadoras de academia; e 3% a 66% de atletas.

O posicionamento da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte é que não existem restrições para a mulher, no que se refere a modalidades esportivas. Ela está apta a realizar quaisquer atividades, contanto que esteja sob a supervisão de profissionais qualificados e respeitando o seu limite.

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