Publicada em 10/10/2011 às 23h41. Atualizada em 11/10/2011 às 10h54

Hoje é Dia de Prevenção da Obesidade. Que tal um exercício e uma saladinha?

Comer, comer para poder crescer! A frase antiga da vovó hoje representa um problema de saúde pública, a obesidade.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
Compartilhe

"As principais consequências da obesidade, além dos transtornos psicológicos, são as doenças associadas a ela".

Comer muito sempre foi sinônimo de saúde e bem estar, no entanto, com a mudança de hábitos alimentares, a correria do dia a dia, o sedentarismo, o aumento do poder aquisitivo da população que possibilitou a compra de veículos, a tecnologia que encurta distâncias e entretém as crianças por horas na frente de um computador ou vídeo game são indícios das mudanças ocorridas ao longo dos anos e que resultam, muitas vezes, no aumento de peso da população.

As causas da obesidade são multifatoriais com componentes genético e ambiental que acarretam problemas para a saúde do indivíduo. Em geral, o componente genético associado ao excesso de ingestão alimentar e a um gasto calórico inferior ao necessário, leva ao ganho progressivo de peso. Os sintomas advêm da sobrecarga do peso no organismo ocasionando problemas articulares, cansaço fácil, sonolência excessiva e o mais grave, as doenças a ela associadas.

Quando um dos pais é obeso, a chance de um filho ser obeso é de 40%. Quando ambos são obesos, esta chance aumenta para 80%. Existe, entretanto, um fator ambiental que é fundamental nos casos de obesidade, ou seja, os hábitos alimentares e o sedentarismo também colaboram para o agravamento da doença.

Como fazer o diagnóstico da obesidade?

A principal ferramenta é o IMC (índice de massa corporal). Existem outras formas de avaliação de composição corporal como medidas de circunferências de cintura e quadril, bioimpedanciometria (avalia percentual de gordura e massa magra no organismo), densitometria de corpo inteiro, tomografia computadorizada dentre outros.

As principais consequências da obesidade, além dos transtornos psicológicos, são as doenças associadas a ela como artrose de joelhos, colelitíase (cálculo na vesícula), diabetes, hipertensão arterial, câncer de endométrio e doenças cardiovasculares.

Tratamento

"O tratamento é multidisciplinar,  baseado principalmente nas mudanças de estilo de vida".

O tratamento é multidisciplinar,  baseado principalmente nas mudanças de estilo de vida com orientação dietética (ingestão de menos calorias), aumento do gasto de energia com atividade física, trabalho do emocional, com psicólogos e, em situações específicas, medicações ou mesmo a cirurgia bariátrica.

Prevenção

A prevenção deve ter início ainda nas crianças com orientação de bons hábitos alimentares, estímulo a brincadeiras que consumam energia, redução do tempo em frente à televisão, computadores e vídeo games, e uma conscientização da população da importância de manter um peso normal.

Obesidade no Brasil

As estatísticas sobre a quantidade de obesos no Brasil demonstram que a população está mais gorda. Segundo dados de 2010 da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde, 15% têm obesidade (IMC >= 30 Kg/m2) e 49% excesso de peso (IMC>=25 Kg/m2).

Também, no ano passado, foi divulgada a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde. Comparando dados de 1974-1975 com os  de 2008-2009, nota-se um aumento alarmante do percentual de obesidade na população.

Os homens obesos com mais de 20 anos na década de 1970 eram 2,8% da população e, já na primeira década do século XXI, esse índice passou para 12,4%. As mulheres, nessa mesma faixa etária, passaram de 8% para 16,9%. No caso das crianças de cinco a nove anos, os dados são ainda mais preocupantes. Os meninos obesos representavam 2,9% da população na década de 1970, e em 2009, esse percentual aumentou para 16,6%. As meninas obesas eram 1,8% e, em 2009, o número passou para 11,8%. Os adolescentes de 10 a 19 anos também seguiram essa tendência: os obesos do sexo masculino eram 0,4% e os do feminino 0,7%, na primeira década do século XXI esses índices aumentaram para 5,9% de obesos e 4% de obesas. Os dados acima deixam nítidas as mudanças de comportamento, hábitos alimentares e sociais da população brasileira.

O resultado do cálculo do IMC deve considerar a estrutura física da pessoa. Em algumas situações como em atletas que têm muito músculo, o IMC pode estar aumentado e o conteúdo de gordura corporal ser normal. O cálculo consiste na divisão do peso em quilogramas pela altura (em metros quadrados).

Compartilhe
Serviços Gratuitos
  • Ambulatório Docente-Assistencial da Bahiana - ADAB
    Tel.: (71) 3276 8200
    Av. D. João VI, 275, Brotas, Salvador, Bahia, CEP. 40.290-000
  • Centro de Estudos e Atendimento Dietoterápico - Cead
    Universidade do Estado da Bahia - UNEB
    Tel.:(71) 3117-2200
    Rua Silveira Martins, 2555, Cabula. Salvador, Bahia
  • Consultório de Nutrição e Saúde da FTC
    Tel.:(71) 3281-8110
    Av. Luís Viana Filho, 8812, Paralela,Salvador, Bahia, CEP: 41.741-590
 

Redes Sociais