Publicada em 31/10/2018 às 00h00. Atualizada em 31/10/2018 às 15h02

Mortes por doenças cardiovasculares podem ser reduzidas após bariátrica

O especialista Dr. Osiris Casais esclarece como a bariátrica pode aumentar a sobrevida dos cardíacos.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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"O procedimento reduz o risco  de doenças cardiovasculares por um período de, pelo menos, dez anos..."

A obesidade é um dos fatores mais graves para o aparecimento de doenças cardiovasculares. O excesso de peso pode ser a causa ou agravante de doenças do coração. Prática eficaz no combate à obesidade, a operação para “redução do estômago” ajuda a diminuir o risco de ataque cardíaco, derrame e de morte por causas relacionadas com o coração. O procedimento reduz o risco  de doenças cardiovasculares por um período de, pelo menos, dez anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). O assunto vem à tona neste domingo quando é comemorado o Dia do Coração. 

A cirurgia bariátrica trabalha com a redução, principalmente, da gordura visceral e, dessa forma, contribui para a diminuição dos níveis da pressão sanguínea. Com a perda de peso corporal, a prática regular de atividades físicas e mudanças nos hábitos alimentares, o controle da hipertensão arterial é feito de forma mais fácil e, consequentemente, os riscos de complicações cardíacas diminuem. Doenças do coração nunca aparecem sozinhas. Elas estão sempre associadas a outros agravantes como hipertensão, diabetes e altos índices de colesterol e triglicérides.

Em quase 90% dos casos, as complicações cardíacas e seus agravantes já apresentam sinais de melhora em três meses após a cirurgia. A bariátrica é capaz de reduzir drasticamente e, num curto período de tempo, os fatores de risco que podem desencadear doenças do coração e AVC – podendo salvar a vida de pacientes obesos.
 
Geralmente, o peso ideal é calculado através do índice de massa corpórea (IMC), que é obtido através do seguinte cálculo: IMC = Peso/altura ao quadrado. Quando o indivíduo excede em 30% a relação ideal entre peso e altura, estabelecida pelo IMC, a tendência é que sua pressão seja mais alta, que ele sofra de alterações no colesterol e tenha mais propensão ao diabetes. Na maioria dos casos, esse tipo de indivíduo também leva uma vida sedentária, o que favorece ainda mais o risco de problemas cardíacos, pois o seu coração precisa trabalhar com mais esforço.

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