Publicada em 14/02/2019 às 11h35. Atualizada em 23/02/2019 às 07h18

O que você sabe sobre contracepção reversível de longa ação?

Métodos não dependem da ação da mulher para atingir alta eficácia. Saiba mais.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração, como o próprio nome já diz, são aqueles que têm ação contraceptiva prolongada, definida como maior ou igual a três anos, e são reversíveis, ou seja, o seu uso pode ser interrompido a qualquer momento, basta a mulher desejar. Eles são representados pelo implante de etonogestrel e os dispositivos intrauterinos (DIU com cobre e o DIU hormonal).  

Diferente dos métodos de curta duração (pílulas, anel, adesivos, injetáveis), os de longa duração não dependem da ação da mulher para atingir uma alta eficácia e, por isso, receberam o apelido de “pegue-o e esqueça-o”. Além disso, eles apresentam altas taxas de satisfação e continuidade. De acordo com um estudo americano realizado em 2010, as taxas de continuidade e satisfação dos métodos de longa duração foram de 87% em um ano, enquanto que os de curta duração variaram de 38% a 43%.

O principal efeito adverso desses métodos é a irregularidade menstrual. Após a retirada do implante ou do DIU, os ciclos menstruais e a fertilidade voltam ao normal imediatamente. Com isso, se não houver desejo de gestação, a mulher deverá escolher outro método contraceptivo, que pode ser outro implante ou outro DIU.

Vale lembrar que os métodos contraceptivos de longa duração não protegem de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), logo o uso do preservativo deve ser associado.  Esses métodos são recomendados para as mulheres que desejam contracepção, incluindo mulheres que nunca gestaram, adolescentes e situações de pós-parto e pós-aborto. É fundamental lembrar que a consulta médica é importantíssima para a escolha mais adequada do método. 

IMPLANTE

O implante é o método mais eficaz disponível no mundo atualmente. É um dispositivo pequeno, feito de plástico, que pode ser comparado a um palito de fósforo, e é colocado embaixo da pele no braço. Ele libera, gradualmente, um hormônio que inibe a ovulação e impede que o espermatozoide encontre o óvulo, prevenindo, assim, a gestação por 03 anos. 

Com isso, o implante pode favorece a diminuição da cólica e dos sintomas pré-menstruais. O principal efeito colateral, como já citado, é a irregularidade menstrual. 

DISPOSITIVOS INTRAUTERINOS

Os DIUs são pequenos aparelhos, flexíveis, colocados dentro do útero por um médico ginecologista. No Brasil, há o que possui cobre e o que contém um hormônio sintético. Eles agem principalmente impedindo o encontro dos espermatozoides com o óvulo. O de cobre dura de 10 a 12 anos, e o hormonal dura 05 anos. 

A colocação do DIU pode ou não vir acompanhada de dor. Os relatos são os mais variados. Há mulheres que sentem dor e há aquelas que não sentem absolutamente nada durante o procedimento. O melhor momento para colocar o DIU é durante a menstruação, fase em que o colo do útero está um pouco mais aberto, o que facilita a entrada intrauterina do contraceptivo, além da certeza de que a mulher não está gestante. 

O DIU pode ser expulso do corpo. Isso é mais comum no primeiro ano de uso. Alguns estudos apontam que uma a cada dez mulheres expulsa o DIU. O importante é saber reconhecer os principais sinais e sintomas de expulsão, como corrimento vaginal purulento ou com mau cheiro, sangramento ou dor durante a relação sexual, dor abdominal diferente das cólicas menstruais e sangramento excessivo. Quando isso acontecer, a mulher deve procurar um serviço médico.

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