Publicada em 25/03/2013 às 00h00. Atualizada em 02/04/2013 às 14h51

Que tal um cafezinho?!

Puro, com leite, espresso ou capuccino…São várias as formas como o café pode ser consumido. A bebida é uma das mais populares no Brasil e traz diversos benefícios a sua saúde. Confira!

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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O café é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo, apesar de todos os preconceitos e frequentes desestímulos ao seu consumo. O consumo de café tornou-se um hábito universal, sendo oferecido em diversas ocasiões. E, de fato, tomar um “cafezinho” pode trazer alguns benefícios à saúde, mais do que simplesmente o prazer de degustar a tradicional bebida.

Nos últimos anos, o café deixou de ser um vilão para a saúde e se tornou uma planta com características funcionais (previne doenças mantendo a saúde) e até mesmo nutracêuticas (características: nutricional e farmacêutica). Essas características são consequência da composição química do café, a qual apresenta muito mais do que a simples cafeína, substância que tinha sido vilã até tão pouco tempo. 

O café é composto por diversos minerais (potássio, cromo, magnésio etc.), além de também possuir niacina, aminoácidos, proteínas, lipídeos, açúcares e polissacarídeos. No entanto, o que confere a característica funcional do café é a grande quantidade de polifenóis antioxidantes (ácidos clorogênicos), os quais, no processo de torragem do grão de café, formam um composto bioativo chamado quinídeos (compostos bioativos com efeito citoprotetor e que exercem papel positivo no controle da depressão)

A opção de consumo de café pela manhã se dá especialmente pelo despertar, para manter-se ativo e de bom humor durante o dia: a cafeína estimulando a vigília, a atenção e a concentração enquanto que os ácidos clorogênicos modulam o estado de humor, inibindo a depressão. 

O consumo diário de café, com ou sem leite, em dose moderada de até (no máximo) quatro xícaras diárias não é prejudicial à saúde (Lembrando também se ter cuidado ao adoçar o café e não exagerar no açúcar). Como tudo em excesso é prejudicial, alguns cuidados devem ser tomados. Sabe-se que o risco de hipertensão é menor entre os que se abstém do consumo de café e que a ingestão superior a cinco xícaras por dia eleva em 2 mmHg a pressão sistólica e em 1 mmHg a pressão diastólica. 

Outro ponto importante é limitar o consumo do café expresso, o qual possui cafestol, capaz de elevar os níveis de colesterol. O cafestol é uma substância que sequestra os receptores do intestino responsáveis por manter essas taxas estáveis. Quando o café é coado, essas substâncias ficam retidas no filtro de papel e o efeito é cortado.

Além disso, a cafeína interfere no mecanismo de absorção de cálcio e, consequentemente, na homeostase do nutriente, em indivíduos com ingestão inferior à recomendada. Outro prejuízo é para aqueles que apresentam gastrite ou úlcera uma vez que a ingestão de café está associada a sintomas gastrintestinais, como dispesia e refluxo, isto porque aumenta a secreção ácida no estômago e sensibiliza a mucosa. 

Dessa forma, é necessário o moderado consumo de café associado com uma alimentação equilibrada e praticar exercício físico para uma melhor manutenção da saúde. 

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