Publicada em 30/12/2015 às 00h00. Atualizada em 30/12/2015 às 08h31

Ronco tem solução!

Com exercícios miofuncionais é possível melhorar a apneia e diminuir o ronco

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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"O ronco nada mais é do que o ruído que ocorre com a passagem de ar pela garganta ao respirar, em função de algum estreitamento. "

O ronco nada mais é do que o ruído que ocorre com a passagem de ar pela garganta ao respirar, em função de algum estreitamento. A garganta fica “estreitada” por diversos motivos, entre eles o relaxamento e/ou enfraquecimento dos músculos, que vibram com a passagem do ar e emitem o “ronco”. Outras causas poderiam ser o excesso de peso, o mau posicionamento da mandíbula ou pela obstrução parcial das vias aéreas superiores (crianças podem roncar por ter amígdalas e/ou adenoides aumentadas). Quando esse estreitamento ocorre em demasia, pode provocar paradas respiratórias, ou apneia do sono (obstrução das vias aéreas superiores). E se o ronco ocorre associado à doença da apneia do sono, é ainda mais grave e requer muito mais atenção.  

O tratamento para o ronco dependerá do quadro clínico de cada paciente, visto que cada indivíduo é um. Mas faz-se importante que o trabalho seja realizado com uma equipe multidisciplinar: fonoaudiólogo, otorrinolaringologista, dentista, nutricionista, pneumologista e tantos outros profissionais que se façam necessários, em prol do benefício do paciente. 

A atuação fonoaudiológica no tratamento do ronco é parte fundamental nesse processo de reabilitação, com a realização de exercícios miofuncionais.  A “terapia miofuncional” consiste na adequação das estruturas (assoalho de cavidade oral, língua, lábios, bochechas, palato mole, úvula, músculos mastigatórios, faringe) e funções do sistema estomatognático. 


Através de exercícios funcionais (respiração, sucção, mastigação e deglutição) e musculares, conseguimos promover, além da consciência corporal destas estruturas, melhora na postura e sensibilidade das mesmas, favorecendo o aumento do tônus e mobilidade da musculatura, que devem estar comprometidas, deixando-as mais firmes e fortes. Com uma maior tonicidade dos músculos e melhor desempenho na realização das funções supracitadas, estas estruturas estarão menos flácidas e causarão menos pressão sobre as vias aéreas ao dormir, promovendo significativa melhora na apneia e diminuição na intensidade do ronco.  

Mesmo que os exercícios não sejam uma solução definitiva para esses problemas, podem aliviar bastante o incômodo e melhorar a saúde de quem sofre com o ronco.  Se os exercícios forem interrompidos antes de se obter a automatização dos novos padrões alcançados, os músculos voltam ao estado de fraqueza e flacidez, possibilitando a ocorrência do ronco novamente.  

Além de causar transtornos sociais e psicológicos, o ronco também traz consequências físicas para o paciente, que vão muito além do desconforto.  E por isso deve ser tratado com seriedade.  Normalmente, pode-se perceber, em indivíduos que roncam: sono agitado, sonolência diurna, sensação de cansaço ao despertar, baixo rendimento no trabalho ou na escola, aumento de peso, infarto, aumento da pressão arterial, entre outras características como irritabilidade, dificuldade de concentração e atenção, redução da capacidade de memória, por exemplo.

Se você ronca ou identificou alguma das características descritas acima, não hesite em procurar um fonoaudiólogo para tirar suas dúvidas. Você será orientado e encaminhado para as avaliações necessárias antes de iniciar o tratamento!

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