Publicada em 11/03/2019 às 15h22. Atualizada em 11/03/2019 às 17h58

Trombofilia na gestação

Atenção especial à gestante com pré-eclâmpsia ou gravidez gemelar

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A trombofilia é uma condição que propicia o desenvolvimento da trombose, que é a formação ou desenvolvimento de coágulos sanguíneos que podem causar obstrução em alguma veia. Essa situação pode acontecer em qualquer momento da vida, assim como durante a gravidez.

A paciente pode ter trombofilia por herança genética. Neste caso,  são classificadas no grupo de risco mulheres que têm parentes próximos que já tiveram abortos ou diagnósticos de pré-eclâmpsia, como mãe ou irmã. Porém, a trombofilia também pode ser uma situação adquirida, pelo uso de estrogênios, terapia de reposição hormonal, cirurgias ou até mesmo a gravidez. Na gestação, o organismo tem uma hipercoagulação natural do sangue responsável por encerrar a hemorragia durante o parto com a saída da placenta. Mas, essa mesma condição pode levar a trombofilia. Devido a essa espessura do sangue, na gestação, pode haver obstrução da circulação sanguínea para a placenta, reduzindo os nutrientes que o bebê deveria receber. Além de diminuir o crescimento fetal, a situação pode resultar no parto prematuro ou no aborto. Mas não é só o bebê que sofre, a mãe pode ter entupimento das veias dos pulmões, coração e cérebro ou desenvolver pré-eclâmpsia, que é a pressão alta característica da gestação.

"Nem toda grávida terá sintomas que alertam para a trombofilia, porém algumas relatam inchaço repentino ou pouco crescimento da barriga." 

Nem toda grávida terá sintomas que alertam para a trombofilia, porém algumas relatam inchaço repentino ou pouco crescimento da barriga. A atenção especial deve ser quando a gestante tem pré-eclâmpsia ou é uma gravidez gemelar.

Para evitar a complicação, é importante que a grávida se mantenha hidratada, evite o consumo de drogas e cigarro e mantenha a prática regular de atividade física. Engordar além do considerado ideal para a gestação também aumenta o risco de trombose.

Caso a mulher tenha histórico pessoal ou familiar para o problema, assim como apareça alguma alteração no exame de trombofilia, o pré-natal deve ter um acompanhamento mais de perto, por parte do ginecologista. Se necessário, a grávida pode tratar a trombofilia para evitar complicações. Mesmo sendo considerada uma gravidez de alto risco, com o acompanhamento adequado, é possível prevenir desfechos desfavoráveis e, em até 90% dos casos, a mãe e o bebê não vão apresentar complicações.

Dependendo das alterações dos exames, o uso de anticoagulante deve ser indicado durante a gravidez, para prevenir possível evento tromboembólico. 

A cesariana não é uma regra, porém é preciso planejar bem a interrupção do uso de anticoagulante antes do parto, para que não aumente o risco de hemorragia. 

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