Publicada em 29/09/2011 às 16h54. Atualizada em 30/09/2011 às 14h44

Você já assistiu ao filme Pronta para Amar?

Confira o artigo da oncologista, Dr.ª Carla Paranhos, e saiba mais sobre a doença da personagem Marley, vivida pela atriz americana Kate Hudson, no filme Pronta para Amar, em cartaz nos grandes cinemas do Brasil.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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O câncer colorretal é uma neoplasia (alteração celular que acarreta um crescimento exagerado das células) maligna que se desenvolve no cólon e ou reto. Ele representa hoje, no mundo, a terceira causa mais comum de câncer.

Diversos fatores de risco já foram associados ao câncer colorretal, tais como:

-História pessoal e/ou familiar de câncer de cólon e reto principalmente se diagnosticado em idade jovem;

-Idade acima de 50 anos;

-Pólipos intestinais - os pólipos são formações que crescem na parede intestinal, na maioria dos casos benignos, podendo sofrer transformação maligna. Portanto, a identificação e remoção desses pólipos diminui o risco de câncer.

-Doenças inflamatórias do intestino;

- Doenças hereditárias como a polipose adenomatosa familiar (doença que causa o surgimento de pólipos) e o câncer colorretal hereditário sem polipose.

Além desses, outros fatores de risco associados aos hábitos dos indivíduos, foram identificados como, por exemplo, uma dieta rica em gordura animal e pobre em fibras, com pouca ingestão de frutas, vegetais e cereais.

 Os principais sintomas estão associados a mudanças no hábito intestinal e/ou no aspecto das fezes como obstipação (prisão de ventre), diarréia, sensação de não haver esvaziado completamente o intestino, fezes mais finas que o habitual ou com presença de sangue (que pode ser escuro ou sangue vivo).  Dor não costuma ser um sintoma frequente nos estágios iniciais da doença.
Existem ainda sintomas menos específicos como sensação de fraqueza, emagrecimento e náuseas.

A pesquisa de sangue oculto nas fezes pode auxiliar na identificação de sangramentos, mas  não é um exame específico, pois, pode estar associado a doenças benignas. A confirmação do  diagnóstico é feita  com biópsia de lesão suspeita através de colonoscopia ou retossigmoidoscopia ( exame que objetiva examinar a parte final do tubo digestivo: o ânus, o reto e cólon sigmóide).
O câncer colorretal tem grandes chances de cura, se identificado nos seus estágios iniciais, e a sobrevida é de cinco anos, em mais de 80%, nesses casos.  

O tratamento pode envolver diversas modalidades isoladas ou combinadas: cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia biológica com anticorpos monoclonais (produzidos em laboratório). O tratamento ideal para cada caso é definido de acordo com o estágio da doença e a localização do tumor.

Assim como a maioria das neoplasias malignas, a maior chance de cura do câncer de cólon e reto está nos casos em que o diagnóstico é precoce, portanto, é preciso estar atento aos principais sinais e sintomas associados à doença, assim como a identificação de lesões iniciais, através de exames como pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia em indivíduos acima dos 50 anos. Além disso, faz-se necessário adotar hábitos saudáveis:  alimentação rica em frutas, verduras,  fibras e pobre em gordura animal,  prática regular de exercícios físicos.

Quer saber mais sobre o filme? Confira o Blog de Cinema, com Lula Tdsko.

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