Publicada em 05/10/2018 às 12h09. Atualizada em 15/10/2018 às 15h11

Você sabe o que faz um fisioterapeuta?

O dia 13 de outubro é comemorado o dia do fisioterapeuta. Aproveitando a data, a especialista em fisioterapia Luciana Bilitário explica o que é essa profissão, as áreas de atuação e como se dá a formação acadêmica. Confira!

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A Fisioterapia é uma profissão jovem no Brasil e que completará 50 anos em 2019. A nível mundial e nacional, o aumento da demanda por esse profissional nas duas últimas décadas se deve a alguns fatores como o envelhecimento populacional e a visibilidade dos efeitos benéficos da atuação fisioterapêutica em diversas áreas, acelerando a alta dos pacientes a nível hospitalar, além de melhorar a qualidade de vida e garantir um retorno as atividades profissionais e laborais com maior qualidade e rapidez.

No nível da Atenção Primária à saúde, a profissão integra as equipes dos Núcleos Ampliado de Saúde da Família - NASF, promovendo ações preventivas para evitar internamentos, atendimentos domiciliares e orientações educacionais quanto a saúde funcional das pessoas.  

Houve também o crescimento das especialidades profissionais e a qualificação dos fisioterapeutas para trabalhar em áreas específicas e reconhecidas pelo COFFITO tais como: Fisioterapia em Acupuntura, Aquática, Cardiovascular, Respiratória, em Terapia Intensiva, Esportiva, Gerontologia, Dermatofuncional, do Trabalho, Neurofuncional, em Oncologia, Traumato-Ortopédica, Osteopatia, quiropraxia e Saúde da Mulher. Nessas áreas existe a prova de titulação do Especialista Profissional realizada pelo Conselho Federal, dando uma maior segurança a sociedade na procura por um profissional especialista em determinada área.  

"Na graduação é recomendado uma formação generalista, embasadas em princípios éticos e humanísticos"

A formação acadêmica do fisioterapeuta deverá ter uma carga horária mínima de 4 mil horas e em média um tempo de graduação que varia entre 4,5 e 5 anos. O curso, segundo as diretrizes curriculares nacionais, deve ser presencial e com máxima carga horária de 20% em atividades a distância. Sendo recomendado fortemente a sociedade e aos estudantes que verifiquem essas premissas para não serem vítimas de graduação de baixa qualidade e inadequada, o que acarretará em danos a sociedade, pois os pacientes poderão ser atendidos por profissionais com baixa ou inadequada qualificação e terão a saúde comprometida.  

Na graduação é recomendado uma formação generalista, embasadas em princípios éticos e humanísticos, com um embasamento dos fundamentos biológicos, contemplação de conhecimento e habilidades que perpassem o ciclo de vida humano (saúde da criança e adolescente, mulher, homem, idoso) e um embasamento consistente dos recursos fisioterapêuticos usados no processo de reabilitação. A recomendação de uma visão crítica do profissional em formação dependerá, obviamente, de uma metodologia de pesquisa eficiente, que estimule um TCC consistente.

De acordo com a legislação, a formação deve ser voltada para o sistema de saúde vigente no país, com um mínimo de 20% da Carga Horária total em estágios supervisionados por fisioterapeutas. Além disso, recomenda-se o estímulo ao empreendedorismo e da gestão profissional, de serviços e da carreira na graduação. Essa complexidade permite ao futuro fisioterapeuta uma atuação condizente com as demandas do país e gerador de ideias e empregos.

"O fisioterapeuta tem ampla atuação em unidades básicas de saúde, ambulatórios, clínicas, hospitais e atendimento domiciliar"

Sendo assim, o fisioterapeuta tem ampla atuação em unidades básicas de saúde, ambulatórios, clínicas, hospitais e atendimento domiciliar, podem prestar consultorias, perícia judicial, e atuar nas áreas de gestão de diversos serviços de saúde. A inserção nessas áreas deve estra alinhadas com a qualidade da formação na graduação, nível de investimento em estudos, atividades não obrigatórias e após a formação básica, especialização específica.

O maior desafio para o Fisioterapeuta no Brasil é ampliar o acesso das pessoas de menor renda a profissão. Como atingir esse público com uma atuação eficiente e custo efetivos? Políticas públicas, maior alcance do Fisioterapeuta na Atenção Primária a Saúde, novas ideias de empreendedorismo e gestão de negócios com impacto social podem ser possibilidades a serem alcançadas.

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