Publicada em 18/01/2019 às 11h12. Atualizada em 25/01/2019 às 08h40

Você sabia que a sinusite pode ser contagiosa?

Ela causa dor na face, secreção e obstrução nasal. Vamos saber mais sobre o assunto?

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A sinusite é uma inflamação paranasal, ou seja, dos seios da face e ela pode ser inflamatória ou infecciosa. Neste bate-papo com a médica otorrinolaringologista Clarice Saba, o iSaúde Brasil procurou saber mais sobre sintomas, tratamentos e formas de prevenir as incômodas crises de sinusite. Acompanhe!

iSaúde Brasil – Quais são as causas desse problema?

Clarice Saba – A sinusite pode surgir a partir de uma infecção viral, fúngica ou bacteriana. A mais frequente é a proveniente de alergia, mais especificamente, de rinite alérgica.

iSaúde Brasil – Algum tipo de sinusite é contagiosa?

Clarice Saba – É contagiosa se for viral, pois você pode contaminar outra pessoa através da virose em si, que pode progredir para um quadro de sinusopatia. E do tipo bacteriana também há riscos de contágio.

iSaúde Brasil – Quais são os sintomas dessa condição?

Clarice Saba – Podemos listar diversos sintomas que vêm acompanhados, normalmente, pela rinite. Por isso, vemos, de forma mais frequente, a rinusinusite, que se caracteriza pela dor na face, secreção nasal (na forma de coriza ou purulenta) e obstrução nasal. Além disso, o paciente pode apresentar febre. O maior sintoma é a dor facial, principalmente, ao abaixar a cabeça, que é quando incomoda um pouco mais. A dor de cabeça também é bastante relatada.

iSaúde Brasil – Como é feito o diagnóstico?

Clarice Saba – O diagnóstico é feito por um médico-otorrinolaringologista. Fazemos o exame físico e a videonasofibroscopia. Com esses exames, é possível fazer o diagnóstico da sinusite e de quais seios da face ela é originária. Temos os seios maxilares, frontais, etmoidais e esfenoidais, por isso, é importante determinar a origem do problema, já que a sinusite pode surgir de qualquer seio paranasal.

iSaúde Brasil – Quais são os tratamentos para a sinusite? Tem cura?

Clarice Saba – O tratamento depende do tipo da sinusite. Se for aguda, ela terá cura. A viral é possível tratar de forma sintomática, verificando a febre e fazendo lavagem com soro no nariz. Se for alérgica, o tratamento será por meio de corticoides nasais ou orais, associados à lavagem nasal. A infecciosa/bacteriana é tratada com antibióticos. Se a sinusite não for bem tratada, ela evoluirá para a sinusite crônica.

iSaúde Brasil – A sinusite pode provocar complicações se não for tratada? Se sim, quais?

Clarice Saba – Na fase aguda, a sinusite pode acarretar em abscesso cerebral e em inflamação da parte óssea do seio posterior da face. Não são tão frequentes essas manifestações, mas há um risco de evoluir para esses quadros, se não tratada corretamente. 

O paciente que tem rinite alérgica pode desenvolver vários tipos de sinusite, dessa forma, é imprescindível que ele seja diagnosticado e tratado corretamente para que não desenvolva uma sinusite crônica que só poderá ser tratada através de procedimento cirúrgico.

iSaúde Brasil – Há uma faixa etária mais propensa a desenvolver a patologia?

Clarice Saba – Em teoria, qualquer idade está propensa a ter sinusite, mas, a criança lactante tem menores chances de ter, por ainda não possuir os seios da face totalmente desenvolvidos.

iSaúde Brasil – Há períodos climáticos que propiciam a elevação dos quadros? Por quê?

Clarice Saba – Em Salvador, a umidade relativa do ar é alta e não há uma variação climática grande entre as estações, mas quando a sinusite advém de uma rinite alérgica, depende da época do ano. Há pacientes que são mais sensíveis ao verão, por conta do maior uso de ventiladores, ares-condicionados e maior presença de poeira no ambiente, já que se tem menos chuva. Mas, há pacientes que são mais sensíveis no inverno, justamente por conta do aumento da umidade e, consequentemente, da concentração de fungos em ambientes fechados. Por isso, em Salvador, há casos de sinusite o ano inteiro, seja por um agente causador ou por outro, sendo o tipo alérgico o mais frequente e, em seguida, a sinusite viral, já que temos surto de virose durante todo o ano.

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