Publicada em 18/06/2019 às 11h29. Atualizada em 18/06/2019 às 11h35

Abstinência de álcool e drogas em períodos de festa: como lidar?

A internação voluntária pode ser uma opção em períodos como Copa do Mundo, Carnaval e São João. Saiba mais.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A dependência química e alcoólica é uma doença de difícil estagnação em convívio com a sociedade e tende a ter fases agudas em datas comemorativas: Carnaval, Natal, São João, Copa etc. Isto ocorre porque a euforia provocada pela sensação das festividades, o fato de se comemorar ou tentar esquecer situações culminam em desejo exacerbado de consumo dos alteradores de humor (drogas ilícitas e lícitas).

Existe uma grande demanda de procura de internações nestes períodos, o que demonstra o aumento da preocupação dos familiares em zelar pela vida dos seus entes queridos.

Segundo Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos (Lenad Família), somente no Brasil, 28 milhões de pessoas têm algum familiar que enfrenta esse tipo de problema, enquanto cerca de 37 milhões de brasileiros são usuários de algum tipo de entorpecente. 

Para amenizar essa estatística existem alternativas como a do internamento prévio, com o objetivo de proporcionar o acompanhamento, a desintoxicação, conscientização e reabilitação do paciente, através de atividades lúdicas e recreativas, que proporcionam paz, bem-estar e conforto.

Estes casos consistem em uma internação de pequena duração com entrada e altas programadas para que as pessoas se previnam contra a recaída. O serviço é estruturado com objetivo de dar um novo significado para essas festividades sem excessos, sem drogas ou álcool, fazendo com que as pessoas entendam que é possível se divertir sem o uso de drogas.

A prevenção ainda é a melhor forma do cuidado. É preciso ter uma atitude preventiva, evitando assim as consequências negativas que o transtorno mental e a dependência química podem trazer para o individuo e sua família.

Nem todo mundo tem noção do quanto é difícil para um dependente em recuperação estar numa festa onde há grande oferta de bebida alcoólica e dizer "não", referindo-se àquelas pessoas inconvenientes que insistem em oferecer "só uma dose, pra brindar". Para quem está em abstinência, por sua vez, é difícil aprender que existe diversão sem a droga. Em alguns casos, é até melhor evitar determinada festa. Mas ficar sozinho, nem pensar. A orientação é ter uma rede de apoio, com pessoas que o protejam.

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