Publicada em 11/07/2019 às 11h12. Atualizada em 11/07/2019 às 11h23

Aspectos e diagnósticos do autismo

Neste artigo, o neuropediatra Clay Brites esclarece as principais características do autismo e os aspectos aos quais pais, cuidadores e tutores devem estar atentos a fim de auxiliar no diagnóstico.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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O autismo pode ser considerado um transtorno neurobiológico, cujas características mais conhecidas são os movimentos repetitivos ou estereotipias; as hipersensibilidades, os maneirismos, déficits em habilidades sociais, comunicação e linguagem, entre outros. Com isso, é imprescindível que os aspectos e diagnósticos do autismo sejam esclarecidos a fim de que pais, mães e até profissionais fiquem por dentro de todas as informações necessárias.

É importante que as pessoas tenham conhecimento a respeito das medidas a serem tomadas e que possibilitarão o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O motivo para se preocupar está na urgência que se deve ter para a obtenção de uma resposta e o início das intervenções. No entanto, antes de saber sobre tratamentos, é interessante esclarecer os passos que devem ser dados acerca dos aspectos e diagnósticos do autismo.

Disponibilizaremos para vocês os passos determinantes que poderão indicar uma possível existência do TEA na vida da criança. Vale ressaltar que as informações presentes aqui servem para elucidar as dúvidas de pais e mães acerca da suspeita do autismo na vida de seus filhos. Vejam abaixo.

Pesquisas na mídia

É importante que pais e mães relatem todos os episódios em que a suspeita da existência de autismo seja levantada. Essa etapa é inicial, mas já determina uma investigação mais aprofundada por parte do especialista. Os responsáveis pela criança devem falar ao profissional se o pequeno apresenta determinadas atitudes presenciadas no dia a dia: falta de contato visual, comunicação prejudicada, pouca ou nenhuma interação social, entre outras.

É possível que os relatos dados durante a entrevista não sejam suficientes para a abordagem do especialista. Nesse caso, a dica é reunir materiais que utilizem imagens de fotos e vídeos de situações em que a criança esteja no ambiente doméstico, escolar ou qualquer outro que a ‘obrigue’ a estabelecer contato visual e interação com seu interlocutor, assim como a forma com que ela se comporta, quando estimulada com objetos e tarefas lúdicas.

Opiniões especializadas

Os aspectos e diagnósticos do autismo podem ser esclarecidos a partir do depoimento de profissionais que lidam com a criança regularmente. Educadores e cuidadores são excelentes fontes de informação que podem contribuir, e muito, nesse processo. Afinal, a visão de outras pessoas que não sejam pai e mãe pode enriquecer os relatos e aproximar a investigação do especialista sobre a suspeita da existência do TEA.

Escalas de avaliação

Esse método é utilizado para dar uma maior objetividade à análise do médico, além de orientar, de maneira mais específica, a condução da entrevista. Outro detalhe aperfeiçoado pelas escalas de avaliação é o fato de que elas ajudam a delimitar os sintomas apresentados pela criança, o que contribui também para a proposição de intervenções ao caso analisado. Vale ressaltar algumas das principais escalas, lembrando que esses instrumentos não podem ser encontrados traduzidos para o português. Vejam, abaixo, quais são elas.

– ATA (Escala de Traços Autísticos)

– M-CHAT (Modified-Checklist Autism in Toddlers)

Antecedente familiar

Por último, mas não menos importante, a análise no histórico familiar é um passo que também pode ser dado, tendo em vista que pesquisas já evidenciaram uma provável ligação entre transtornos de desenvolvimento e neuropsiquiátrico na família com uma possível existência de autismo em uma criança. Não que isso seja uma regra, mas existe essa possibilidade. Além disso, essa análise pode esclarecer as condições do parto da criança, assim como peso ao nascer e se houve problemas significativos naquele momento.

É sempre válido ressaltar que a procura por um especialista deve ser feito logo nas primeiras suspeitas para que as intervenções sejam realizadas de maneira precoce. Dessa forma, a criança tende a receber o tratamento adequado para o seu desenvolvimento.

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