Publicada em 28/05/2019 às 15h49. Atualizada em 29/05/2019 às 16h58

Conheça algumas manifestações de infecções fúngicas na cavidade oral

Conheça como agem a candidíase e a paracoccidioidomicose.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A Candida albicans é um fungo dimórfico, comensal da cavidade oral, que a depender dos fatores predisponentes, pode se tornar um patógeno oportunista e gerar uma infecção superficial, a candidíase. Em seu estado comensal, apresenta-se em forma de levedura, mas, ao causar a doença, apresenta-se sob a forma de cordões celulares. Dentre os fatores que podem acarretar o desenvolvimento da infecção, pode-se citar o uso de antibióticos de amplo espectro,  de corticosteroides e má higiene bucal associada ao uso de próteses dentárias, em geral, mal adaptadas.

 Existem vários tipos de candidíase, mas é importante salientar que, no geral, a região abaixo do tecido lesionado pela Candida albicans se apresenta eritematosa (avermelhada), já que esse fungo se “alimenta” de queratina. A forma mais frequente dessa doença é a pseudomembranosa, também conhecida como “sapinho”. Sua principal manifestação é a presença de placas esbranquiçadas, facilmente removíveis por meio de raspagens. É uma condição comumente observada em lactantes, idosos, diabéticos e pacientes que apresentam algum nível de imunodeficiência.

Há também a candidíase eritematosa, que pode ser: atrófica aguda, na qual o paciente relata sensação de “queimação” com perda de papilas filiformes da superfície dorsal da língua; atrófica papilar central, na qual há  perda de papilas filiformes no centro da língua, ou multifocal crônica, que se apresenta por meio de áreas avermelhadas na língua, palato e comissura labial.

Na candidíase hiperplásica, há presença de uma lesão esbranquiçada que não sai com raspagem, sendo necessária biópsia para diferenciar de outras lesões potencialmente cancerígenas. Além dessas formas clínicas, há a queilite angular, que é caracterizada por lesões na região de comissura labial, e a candidíase esofágica, esta é muito comum em pacientes imunodeprimidos (HIV positivo, pacientes com câncer) e é reconhecida pela presença de placas esbranquiçadas no esôfago.

Paracoccidioidomicose

A paracoccidioidomicose é uma outra infecção fúngica causada pelo micro-organismo Paracoccidioides brasiliensis, fungo dimórfico que se apresenta de forma filamentosa fora do corpo humano e, ao penetrar no corpo, se transforma em leveduras. Esta infecção é adquirida a partir da inalação de esporos fúngicos. Normalmente, manifesta-se sistemicamente como uma pneumonia aguda, na qual pode ser observada febre, sudorese, falta de ar e tosse. As manifestações orais características da paracoccidioidomicose estão inseridas no padrão mucocutâneo, apresentando lesões de aspecto granular que evoluem para úlceras e se expandem lentamente na cavidade oral.

Referências:

Simões, Jorge; Fonseca, Patrícia; Figueira, Mª Helena. Infeções por Cândida ssp na Cavidade Oral. Recife: janeiro/março 2013

TolentinoI, Elen; BarbosaII, Bruno; TaveiraIII, Luiz; Chinellato, Luiz Eduardo. Manifestações bucais da paracoccidioidomicose – considerações gerais e relato de caso. Passo Fundo: jan/abril 2010

NEVILLE, B.W.; DAMM, D.D.; ALLEN, C.M.; BOUQUOT, J.E. Patologia Oral e Maxilofacial. Trad.3a Ed., Rio de Janeiro: Elsevier, 2009, 972p.

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