Publicada em 19/12/2013 às 16h47. Atualizada em 25/12/2013 às 23h50

Conhecendo melhor a homeopatia

Sabe qual é a diferença entre a homeopatia e a modalidade tradicional de medicina?

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Em entrevista ao iSaúde Bahia, a homeopata Ana Paula S. Ferreira explica os princípios básicos da homeopatia, como é feita a anamnese dos pacientes e como ela é utilizada no tratamento de crises agudas e de doenças crônicas. Confira!

iSB Quais são os princípios básicos da homeopatia e em que ela se diferencia da medicina tradicional?

Ana Paula S. Ferreira – A homeopatia se baseia em quatro princípios básicos que são:

– A cura pelo semelhante, onde a mesma substância que provoca um determinado sintoma, quando transformada em medicamento homeopático, é capaz de eliminar esses mesmos sintomas.

– Experimentação no homem “são”. Segundo esse método, as substâncias originais eram testadas numa pessoa saudável e todos os sintomas provocados eram anotados em detalhes. Assim, foram iniciados os estudos como matéria médica.

– Medicamento único, onde se testava uma droga por vez.

– Doses infinitesimais, onde, através de testes e estudos, Samuel Hahnemann, pai da homeopatia, observou que quanto mais diluída a dose, maior era o efeito do medicamento homeopático.

A diferença da homeopatia para a medicina tradicional é que a homeopatia trata o doente, não a doença, e a cura ocorre de dentro para fora.

"A diferença da homeopatia para a medicina tradicional é que a homeopatia trata o doente, não a doença, e a cura ocorre de dentro para fora".

 

iSB - Como é feita a anamnese de um paciente, segundo os princípios homeopáticos?

Ana Paula S. Ferreira – Durante a consulta, o médico homeopata faz a anamnese do paciente minunciosamente, sendo importante que o paciente relate, por exemplo, o lado que prefere dormir, como são suas evacuações, se tem sede de pequenos goles de água ou de um copo todo, se sente-se melhor em ambientes fechados ou abertos, frios ou quentes, enfim, qualquer detalhe, mesmo pequeno, pode fazer uma grande diferença na escolha do medicamento.

iSB -  A homeopatia destina-se a quais tipos de enfermidades?

Ana Paula S. Ferreira – A homeopatia pode ser utilizada em quase todas as enfermidades, lembrando que a escolha do tratamento tem que ser muito bem avaliada pelo médico homeopata, onde deve prevalecer o bom senso. Por exemplo, num caso de acidente e de procedimentos mais invasivos, deve-se abrir mão do tratamento homeopático, utilizar o atendimento convencional e continuar o tratamento homeopático posteriormente, o que, inclusive, pode favorecer uma convalescença mais branda e mais breve.

iSB - Como a homeopatia pode ser usada em crises agudas e como ela é usada no tratamento de doenças crônicas?

Ana Paula S. Ferreira – A homeopatia pode ser utilizada em doenças agudas e crônicas. No caso das doenças agudas, geralmente, o médico homeopata vai optar por medicamentos em dinamizações mais baixas e a medicação poderá ser administrada em intervalos menores. No caso das doenças crônicas, geralmente, exige um tempo de tratamento maior. Dependendo do caso, as medicações poderão ser administradas em dinamizações mais altas. Ressalte-se que, num caso crônico, o tratamento será feito num espaço de tempo maior, onde o organismo será estimulado pelo medicamento homeopático a restabelecer o equilíbrio, ocorrendo, em vários relatos, até a cura completa.

iSB -  Pode comentar um pouco sobre a relação da homeopatia com a medicina tradicional, sobre a aceitação da validade dela por esta segunda?

Ana Paula S. Ferreira – A homeopatia é uma prática médica reconhecida, pode ser o tratamento de escolha do paciente e, em alguns casos, deverá seguir em paralelo com a medicina tradicional ou até mesmo suspenso por um período e continuado posteriormente. Na área médica tradicional, ainda é foco de divergência de opiniões, embora ressalte-se a importância do respeito à escolha de cada profissional. Em geral, no entanto, é bem aceita e vem ganhando cada vez mais adeptos interessados em curas sem intoxicação e sem os efeitos colaterais produzidos pelos medicamentos químicos.

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