Publicada em 18/10/2011 às 09h49. Atualizada em 18/10/2011 às 14h10

Dia do Médico - 18 de outubro

Veja matéria especial: colunistas do iSaúde Bahia falam sobre a missão do médico e algumas dificuldades e responsabilidades da profissão.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Volte algumas décadas e lembre-se de quando levou aquele tapinha no bumbum na hora do nascimento e quem estava lá? O médico, é claro. Eles zelam pela manutenção da saúde do paciente e aliviam seu sofrimento até o momento final. Por isso, nada melhor do que homenagear esses profissionais e saber um pouco sobre sua realidade.



Hoje é dia do médico em referência ao santo católico São Lucas, o padroeiro da medicina. Segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), a categoria conta com mais de 15 mil médicos ativos, na Bahia. No país, são mais de 350 mil profissionais salvando vidas e curando doenças.

Para a diretora do Ambulatório Docente Assistencial da Bahiana (ADAB), Dr.ª Eliana de Paula, a profissão carrega uma responsabilidade inerente ao momento delicado da dor e da doença, “a medicina é uma das mais nobres profissões existentes, pois lida com um dos aspectos mais importantes da vida, o processo de saúde, doença e a nobre missão de cuidar das pessoas. O médico, no seu dia a dia, depara-se com outros seres humanos, muitas vezes em momentos de extrema fragilidade, que depositam, no profissional, todas as suas esperanças de cura e de recuperação da saúde”.

Apesar das dificuldades estruturais é preciso que a relação médico e paciente não seja abalada. “Para exercer o seu ofício, o médico necessita de uma infraestrutura adequada, quer seja física quer de pessoal de apoio, nem sempre disponíveis. No entanto, o mais importante para o processo de cura é uma boa relação médico-paciente que desperte confiança, compreensão, e o apoio seja estabelecido. Nada substitui esse contato pessoal”, destaca a doutora.



Outro assunto importante está relacionado à formação desses médicos. A endocrinologista e professora do curso de Medicina da Bahiana, Dr.ª Maria de Lourdes Lima, ressalta que “a formação do médico não pode ser banalizada. Deve-se ter cuidado com o número crescente de escolas médicas, nem sempre bem qualificadas”. O Ministério da Educação (MEC) tem seis instituições de ensino na área de medicina credenciadas na Bahia.

Os médicos também sofrem com as condições de trabalho precárias e os baixos salários. “A principal dificuldade é a baixa remuneração. Salários-base muito defasados no serviço público e o baixo valor pago pelos planos de saúde obrigam o médico a jornadas exaustivas de trabalho”, aponta Dr.ª Maria de Lourdes.

Médico e contemporaneidade - Dr. Google

Você já deve ter buscado no Google sintomas para identificar doenças, remédios para as mais diversas funções ou dietas malucas para perder peso?  Então você é o paciente do Dr. Google, aquele que busca no site de busca Google respostas médicas para sintomas, remédios e, muitas vezes, fazem automedicação. A Dr.ª Eliana de Paula chama a atenção para essa prática. “O hábito de buscar diagnósticos e terapêuticas na internet representa um risco em potencial para os internautas, pois estimula a automedicação, diagnósticos equivocados, aumento de estresse, entre outros. Daí a importância que sites como o iSaúde Bahia, respaldados por opiniões de especialistas ligados a uma instituição de ensino respeitada como a Bahiana, mantenham-se atuantes e ativos na orientação à população”.

 

Médicos no cinema

Confira no Blog de Cinema o Top10 de filmes que falam da profissão.

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