Publicada em 03/08/2011 às 22h34. Atualizada em 05/08/2011 às 10h41

Do Boticário ao Farmacêutico

Entenda o histórico e as novidades da profissão

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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“Para alguns pesquisadores a descoberta do fogo e a utilização de recursos naturais para aliviar as dores humanas ocupam espaço semelhante na linha do tempo”.

A farmácia é uma das profissões mais antigas da humanidade e sempre recorremos a ela quando sentimos algum sintoma incômodo. No entanto, é preciso lembrar que a automedicação é um risco. A busca pela cura das doenças tem sido uma das maiores preocupações do homem. Para alguns pesquisadores a descoberta do fogo e a utilização de recursos naturais para aliviar as dores humanas ocupam espaço semelhante na linha do tempo.

Dia 05 de agosto é celebrado o Dia da Farmácia e, por sua vez, no dia 20 de janeiro, é festejado e comemorado o Dia do Farmacêutico. Próximo a essa data, os conselhos regionais de farmácia e sindicatos promovem ações de divulgação da prática farmacêutica, ações de conscientização e aconselhamento da população acerca de várias doenças. Além de ser um estímulo ao trabalho farmacêutico como profissional, proporciona um maior esclarecimento à população. Em sua maioria, as campanhas têm como objetivo: orientar sobre a detecção precoce de problemas relacionados ao tema proposto; orientar sobre os meios de prevenção; incentivar a atuação do farmacêutico em educação para a saúde e incentivar, na comunidade, a visão das farmácias e drogarias como estabelecimentos de saúde, onde a população poderá buscar orientação de um profissional.


HISTÓRICO

O emblema da cobra enrolada na taça tem origem na antiguidade grega. Segundo literaturas antigas, o símbolo ilustra o poder (a cobra) da cura (a taça). A lenda conta que uma cobra enrolou-se no cajado de Hipócrates e, quando estava preste a picá-lo, ele olhou para a serpente e disse: “se queres me fazer o mal, de nada adiantará que me firas, pois tenho no corpo o antídoto contra a tua peçonha. Se estás com fome, te alimentarei”. Então, ele pegou a taça onde fazia misturas de ervas medicinais, colocou leite e ofereceu à serpente. Esta desceu do cajado, enrolou-se na taça e bebeu o leite. Dessa forma criou-se o símbolo de medicina (a cobra envolvendo o cajado) e o símbolo da farmácia (a cobra envolvendo a taça).

As atividades relacionadas à farmácia tiveram origem por volta do século X, onde foram criadas as primeiras boticas - ou apotecas - na Espanha e na França. Eram as precursoras das farmácias atuais. Nesse período, a medicina e a farmácia eram uma só profissão, o boticário. Na antiga Roma, começou a separação dos que diagnosticavam a doença daqueles que misturavam matérias para produzir porções de cura, era a época de Hipócrates e de Galeno. Em 1240, a farmácia foi separada oficialmente da medicina por um edital de Frederico II, imperador da Prússia, que estabeleceu, na mesma época, um código de ética profissional.
 
No Brasil, a profissão do boticário surgiu no período colonial. O primeiro boticário do Brasil foi Diogo de Castro, trazido de Portugal pelo governador geral. A princípio, os medicamentos vinham do reino já preparados. Mas a pirataria do século XVI e as dificuldades da navegação impediam com frequência a vinda de navios de Portugal, sendo preciso reservar grandes provisões. Por essas razões, os jesuítas terminaram tornando-se os primeiros boticários da nova terra e, nos seus colégios, surgiram as primeiras boticas, onde o povo encontrava drogas e medicamentos vindos da metrópole, bem como  remédios preparados com plantas medicinais nativas através da terapêutica dos pajés. A botica mais importante dos jesuítas foi a da Bahia cuja importância a tornou um centro distribuidor de medicamentos para as demais boticas dos vários colégios de norte a sul do país.

Bem recentemente, há algumas décadas, ainda existiam farmácias com profissionais farmacêuticos habilitados, que formavam um vínculo de confiança na relação médico-farmacêutico-paciente. Com o advento da indústria, seguiu-se uma tática de separação entre esses dois profissionais, fazendo com que hoje se sintam distantes entre si e, até mesmo, se desconheçam profissionalmente.

Com o ressurgimento da farmácia de manipulação, como atividade restrita do profissional farmacêutico, aconteceu de forma natural o restabelecimento real desse profissional e, consequentemente, sua formação completa, que vai desde o preparo do medicamento até a sua dispensação, onde se orienta corretamente o paciente quanto ao uso e aos cuidados, podendo também orientar os médicos quanto às dosagens, farmacologia e interações dos medicamentos.

A farmácia hoje tem por objetivo a promoção da saúde através da personalização da relação de confiança entre médico-farmacêutico-paciente.

A palavra farmácia tem origem grega, pharmakéia ou phármakon, que significa medicamento ou a arte de preparar medicamentos. Hoje, para ser um farmacêutico é necessário o interesse por química, biologia e pesquisa. Possuir capacidade de observação, atenção aos detalhes, concentração, dedicação, acuidade olfativa e visual, disciplina, curiosidade, método, habilidade numérica e manual.

OS FARMACÊUTICOS HOJE

“Atualmente existem cerca de 140 mil farmacêuticos inscritos no Conselho Federal de Farmácia no Brasil”.

Atualmente existem cerca de 140 mil farmacêuticos inscritos no Conselho Federal de Farmácia no Brasil. Esses profissionais atuam em 74 diferentes campos de atividade, todas elas regulamentadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio de resolução. As atividades vão da umbilical Farmácia Magistral (manipulação homeopática e alopática) à engenharia genética; da assistência farmacêutica (com foco não só no medicamento, mas no paciente) ao armazenamento de células-tronco colhidas de cordão umbilical com fins terapêuticos; das análises clínicas à citopatologia; da radiofarmácia à produção de controle de qualidade de medicamentos, passando pela pesquisa de uma molécula que dará origem a um novo medicamento, pelas indústrias (de medicamentos, alimentos e cosméticos), fiscalização, vigilância sanitária, magistério, entre outras.

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Significado do símbolo

O emblema da cobra enrolada na taça tem origem na antiguidade grega. Segundo literaturas antigas, o símbolo ilustra o poder (a cobra) da cura (a taça).

 

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