Publicada em 10/10/2013 às 00h00. Atualizada em 10/10/2013 às 16h25

Eletroestimulação: mais uma ação inovadora da fisioterapia

Técnica auxilia a movimentação e a qualidade de vida de pacientes na UTI

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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Em decorrência da crescente e constante evolução tecnológica e científica da atuação do fisioterapeuta na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), a sobrevida dos pacientes considerados críticos vem aumentando consideravelmente, a cada dia. A fraqueza muscular adquirida na UTI é uma complicação que atinge de 30% a 60% dos pacientes que ficaram internados nessas unidades. As causas dessa fraqueza incluem tempo prolongado, sem movimentação adequada, uso de medicações sedativas, anti-inflamatórios, bloqueadores musculares, entre outros. Esses efeitos maléficos da imobilidade podem persistir mesmo após um ano da alta hospitalar, além de colaborarem para o aumento dos índices de mortalidade e elevação dos custos nas UTIs.

"Estudos recentes têm demonstrado que a mobilização precoce pode ser um meio seguro e viável na prevenção de problemas físicos gerados pelo imobilismo dos pacientes internados".

 Estudos recentes têm demonstrado que a mobilização precoce pode ser um meio seguro e viável na prevenção de problemas físicos gerados pelo imobilismo dos pacientes internados. O fisioterapeuta é o profissional responsável pela mobilização desses pacientes na UTI, atuando de forma decisiva para minimizar as conseqüências. Além das técnicas de fisioterapia respiratória que visam melhorar a qualidade respiratória desses pacientes, a fisioterapia motora atua de forma decisiva para diminuir as repercussões dos internamentos prolongados. 

Quando esses pacientes não podem exercitar-se ativamente devido à insuficiência respiratória, cardíaca e à sua condição crítica nas UTIs, além da sedação e lesões neurológicas, a estimulação elétrica neuromuscular tem-se mostrado uma alternativa ao exercício ativo (feito com ajuda do paciente), auxiliando-os no melhor desempenho dos músculos esqueléticos, reduzindo a perda muscular e diminuindo o tempo de internamento. 

A técnica é executada por fisioterapeutas habilitados, com o uso de aparelhos específicos e duração de 30 a 60 minutos, em média, por duas vezes ao dia, podendo ser usada em músculos das pernas ou dos braços (a depender da necessidade do paciente e após a avaliação do fisioterapeuta). Vale ressaltar que é indolor e o uso de forma adequada não traz complicações aos pacientes. 

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