Publicada em 27/03/2018 às 11h31. Atualizada em 03/04/2018 às 15h43

Fisioterapia no combate da dor de cabeça?

Dores de cabeça, na região da face e na cervical podem ser tratadas com a fisioterapia orofacial. Saiba mais sobre essa terapêutica.

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
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A fisioterapia orofacial, também conhecida como fisioterapia bucomaxilofacial, é uma área da Fisioterapia com conhecimentos e técnicas específicas para aliviar dores na face, na região oral, na cabeça e na região cervical, além de restabelecer a função das articulações temporomandibulares, dos músculos mastigatórios e as regiões citadas. 

"A disfunção temporomandibular (DTM) é definida como uma coleção de condições médicas, dentárias ou faciais associadas com anormalidades do sistema estomatognático, que desencadeiam disfunções na Articulação Temporomandibular (ATM) e nos tecidos adjacentes..."

A disfunção temporomandibular (DTM) é definida como uma coleção de condições médicas, dentárias ou faciais associadas com anormalidades do sistema estomatognático, que desencadeiam disfunções na Articulação Temporomandibular (ATM) e nos tecidos adjacentes, incluindo os músculos faciais e cervicais. As DTMs podem ser classificadas em dois grandes subgrupos: as de origem articular, ou seja, aquelas em que os sinais e sintomas estão relacionados à ATM; e as de origem muscular, nas quais os sinais e sintomas relacionam-se com a musculatura estomatognática.

As causas podem estar relacionadas com a alteração na oclusão, lesões traumáticas ou degenerativas da ATM, doenças sistêmicas, transtorno interno do disco, problemas esqueléticos, disfunção muscular, hipomobilidade ou hipermobilidade da articulação e disfunção das articulações da cervical, além de fatores psicológicos e hábitos deletérios. Ocorre, predominantemente, no sexo feminino e a causa pode estar ligada aos hábitos que o indivíduo costuma ter. As atividades do sistema mastigatório dependem da contração dos músculos da mastigação, e os movimentos realizados podem ser divididos em funcionais (corretos): mastigar e deglutir; e os parafuncionais (lesivos), que são os costumes, como morder as bochechas, bruxismo, roer unhas, mascar chiclete, chupar o dedo, apoiar-se sobre o queixo entre outros.

As dores e inflamações geradas na ATM estão relacionadas com o desequilíbrio do sistema estomatognático, compreendido por estruturas que fazem parte das funções de fonação, mastigação, respiração e deglutição, e essas estruturas são definidas por ossos, nervos, músculos, articulações e dentes. Todo esse conjunto é responsável pelo sistema tônico postural relacionado com a posição da cabeça.

Os sintomas mais comuns são os estalidos ou clicks, crepitação, hipomobilidade mandibular, irregularidades e assimetrias dos movimentos de abertura e fechamento da mandíbula, desordens do sono: bruxismo noturno e não relaxar durante o sono, além de dor na região da ATM.

As dores mais comuns são nas articulações temporomandibulares e nos músculos mastigatórios. Elas podem ocorrer por conta do deslocamento da ATM e pela fadiga dos músculos mastigatórios.

O fisioterapeuta tem um papel importante no tratamento das DTMs, o principal objetivo é melhorar a funcionalidade articular e evitar que o paciente necessite fazer cirurgia. Sendo assim, a fisioterapia traz benefícios no tratamento da causa, evitando maiores complicações e tratamentos mais invasivos. 

A fisioterapia deve focar seus esforços no retorno normal da estrutura afetada à sua função, através de movimentos suaves, como relaxamento muscular, massoterapia, exercícios isométricos, biofeedback e eletroterapia. 

Numa sessão de fisioterapia orofacial, o fisioterapeuta irá promover analgesia, relaxar a musculatura mastigatória, restaurar a amplitude de movimento, restabelecer a qualidade dos movimentos mandibulares e cervicais, corrigir posturas viciosas e fornecer orientações sobre hábitos parafuncionais e alimentares.

Um bom acompanhamento fisioterapêutico resulta na melhora da funcionalidade e mobilidade mandibular, com um mínimo de dor, em um curto período de tempo, além de prevenir recidivas da disfunção. 

A fisioterapia dispõe de vários recursos no tratamento da disfunção da ATM, dentre eles a massoterapia, a cinesioterapia, a termoterapia e a eletroterapia, proporcionando, além do alívio da sintomatologia, o restabelecimento da função normal do aparelho mastigatório e da postura. Tem como objetivo reposicionar a mandíbula ao crânio e, com isso, melhorar a função, minimizar a dor muscular, melhorar a amplitude de movimento, a sua postura, reeducar o paciente em relação ao posicionamento correto da mandíbula, reduzir a inflamação, reduzir a carga na articulação temporomandibular e fortalecer o sistema musculoesquelético.

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