Publicada em 30/07/2014 às 00h00. Atualizada em 18/08/2014 às 11h12

Tecnologias móveis invadem as salas de aulas

Entenda como os notebooks tablets e smartphones vêm ajudando no desenvolvimento físico e intelectual de crianças e adolescentes

CONTEÚDO HOMOLOGADO Bahiana
Compartilhe

"Enquanto alguns estudiosos defendem as novas tecnologias, outros apresentam impactos negativos em diversas esferas, principalmente, quando considerado o desenvolvimento de crianças e adolescentes."

A expansão das tecnologias móveis e baseadas na Internet teve, nas últimas décadas, um aceleramento acima das expectativas de acordo com os mais renomados especialistas no assunto. Esse crescimento ocorreu tanto em relação ao número de aplicações, quanto ao número de usuários, tornando-se muito acessível e relevante no dia a dia das pessoas e nas relações humanas.

A repercussão desses avanços tem gerado muita polêmica. Enquanto alguns estudiosos defendem as novas tecnologias, outros apresentam impactos negativos em diversas esferas, principalmente, quando considerado o desenvolvimento de crianças e adolescentes. No entanto, o fato é que essas modificações vieram para ficar e tendem a estar cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. 

O relatório anual publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, demonstra que a expansão continuará, sendo que existem 136 milhões de computadores, incluindo 18 milhões de tablets, em uso no Brasil hoje, e que devem ser vendidos outros 24,8 milhões apenas este ano, aproximadamente 40% em tablets. A previsão é de que, em 2016, haverá um por habitante. 

Todas as mudanças causam medo e insegurança sobre o futuro, principalmente quando não são completamente entendidas. Hoje, uma pessoa que não domina a tecnologia pode ser comparada à pessoa analfabeta de antigamente. Deve-se pensar então que, quanto mais cedo for a interação da criança com o universo virtual, mais capacitada ela estará para manuseá-lo, compreendê-lo e, como consequência, se proteger. É importante reconhecer que as crianças e jovens menores de 25 anos já nasceram nesse mundo novo. O primeiro site surgiu em 1995, o Hotmail em 1998, as redes sociais em 2003 (MySpace) e em 2004 (Facebook), o Skype em 2003, o YouTube em 2005 e, o primeiro iPhone, em 2007. 

O importante é haver uma adequação entre a tecnologia empregada e a idade da criança/adolescente. Vários programas e jogos virtuais lúdicos ajudam e estimulam o seu aprendizado. Por exemplo, muitos deles mostram a figura, falam o seu nome e mostram a sua escrita, promovendo vários estímulos na criança e disponibilizando várias informações para seu amadurecimento.

Cabe ressaltar também a presença de aplicativos especiais para crianças com deficiências, sejam elas auditivas, visuais ou mesmo retardo mental. O estímulo e as possibilidades de aprendizado são enormes, permitindo que elas estejam mais envolvidas e inseridas no mundo.

Atualmente, muitas escolas utilizam recursos tecnológicos em sala de aula, tendo, na Internet, ferramenta de apoio constante para a construção do conhecimento. Estudos propõem o desenvolvimento de novos métodos educacionais que considerem não mais uma hierarquia rígida, em que o professor é o detentor do conhecimento. Preconizam, sim, um aprendizado integrado às diferentes fontes de informação, orientado ou conduzido por um professor utilizando-se de todas essas novas ferramentas e associando-as ao mundo real.

Existem colégios, por exemplo, em que a lousa é digital, permitindo o acesso direto a conteúdos da rede. Além disso, os alunos acompanham os assuntos e realizam as tarefas de casa através de tablets e notebooks. O importante é saber utilizar a rede e a vastidão de informações disponíveis nela: em poucos segundos qualquer jovem descobre dados sobre assuntos em discussão no momento.

Além dos benefícios já citados, existem ainda as vantagens diretamente relacionadas à saúde física das crianças. As crianças atualmente têm desenvolvido hábitos sedentários, com o intuito de reduzir a exposição e para aumentar a segurança, elas passam mais tempo dentro de casa ou no próprio colégio. Com isso, cientistas australianos descobriram que substituir os jogos eletrônicos tradicionais por videogames com sensores de movimento, nos quais existe uma exigência para que o jogador se movimente, no intuito de cumprir as tarefas da brincadeira, é muito favorável à saúde infantil, reduzindo o sedentarismo.

Leia também: Tecnologias móveis: o outro lado da moeda

Compartilhe
 

Redes Sociais